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Nesses últimos anos a Noruega vem se destacando pelo seu ótimo modelo carcerário, cumprindo seu papel principal, que é ressocializar os detentos. Entretanto, diferentemente desse cenário, o sistema prisional brasileiro se encontra em crise na atualidade e seus efeitos trazem vários impasses para nação. Por isso, esse contexto precisa ser criticamente analisado para ter um fim.
É válido considerar, antes de tudo, os problemas dos presídios no Brasil. É perceptível, até para cidadãos pouco informados no assunto, o caos do sistema carcerário do país, principalmente pelo excesso de presos, que segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, são mais de 600 mil detentos para pouco menos de 370 mil vagas. Esse cenário traz inúmeros malefícios para população carcerária, pois, com esse enorme contingente de pessoas, fica impossível proporcionar higiene, saúde e alimentação de qualidade, transformando esses ambientes em locas ideais para a proliferação de doenças, como tuberculose e o vírus HIV. Esse fato, além de mostrar o descaso nos presídios, mostra que essa situação burla até os direitos humanos garantidos na Constituição de 1988.
Cabe apontar também que a escassez de medidas impede que esse cenário seja solucionado. Mahatma Gandhi já falava que o futuro depende daquilo que é feito. Esse pensamento justifica os problemas dos presídios brasileiros, afinal, o abandono do governo a essas instituições nos últimos anos colaborou para as péssimas condições observadas na atualidade. Ademais, a pouca segurança nesses locais, fez com que facções criminosas entrassem em conflito, causando dezenas de mortes, como ocorreu nos estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte no início de janeiro de 2017. Esses eventos só confirmam a situação prisional brasileira e impedem que ele cumpra seu principal objetivo, que é a ressocialização dos detentos.
Fica claro, portanto, os impasses nos presídios brasileiros e que medidas são fundamentais para atenuar esse cenário. Com esse fim, é essencial que o governo invista mais verbas nos presídios, procurando melhoras na qualidade dos serviços de higiene, alimentação e saúde, com o objetivo de sanar as péssimas condições de vida nesses ambientes. Como também, o mesmo, em parceria com a polícia brasileira, deve aumentar o número de seguranças nesses locais, para que a falta de policiamento não seja sinônimo de violência e até mortes. Por fim, o Ministério da Educação, com o apoio de professores, deve ministrar cursos profissionalizantes e palestras, com o intuito de conscientizar e ajudar os detentos no processo de ressocialização, seguindo os modelos de países Europeus, que são pioneiros nesse sentido. Só dessa forma essa situação precária poderá ser solucionada.
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