O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Tema livre

Consoante ao poema "Momentos na vida" da escritora Clarice Lispector, "Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém", esse sentimento certamente é vivido por inúmeras crianças e adolescentes que esperam o acolhimento de uma família. Entretanto, isto nem sempre ocorre, pois apesar das conquistas ainda existem vários entraves que dificultam e/ou impossibilitam a adoção no Brasil como a seletividade dos pretendentes e a lentidão do processo.
Com base nisso, os problemas que freiam a inserção do infantojuvenil em um novo lar são inúmeras, mas é factível inferir bases positivas também, dentre essas está a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o qual contribui na proteção integral dos "pequeninos", isto inclui o afastamento do vulnerável de uma família violenta, por exemplo, além de oportunizar a eles novos laços de parentesco. Além disso, a ferramenta online do Cadastro Nacional de Adoção também contribui para dinamizar o cruzamento de dados dos pretendentes e das crianças aptas para serem acolhidas em todo país.
Todavia, os fatores limitantes na hora da escolha de uma criança são muitos, dentre esses, destaca-se a etnia e a idade estabelecida pelos pretendentes. Nesse sentido, existem atualmente no Cadastro Nacional mais de seis candidatos por criança registrada, mas desses só 1% aceitam crianças com até nove anos, existindo um decréscimo para maiores idades, sendo que 67% dos juvenis para adoção têm entre 6 a 16 anos. Além disso, a cor da pele também é um fator entrave, já que menos de 45% dos interessados aceitam todas as etnias, bem como a demora no processo que pode ser de mais de 2 anos. Assim, a seletividade e a lentidão das ações adotivas "matam" o "sonho" da constituição de uma família por muitos desses infantes, que frustrados com a demora e/ou impossibilidade da adoção fogem dos abrigos e passam a viver nas ruas com miséria, como os meninos do "trapiche" na obra "Os capitães de areia" de Jorge Amado.
Logo, o Estatuto da Criança e do Adolescente necessita fazer mais campanhas midiáticas que fomente a reflexão sobre a importância de adotar sem critérios específicos. Destarte, o juizado da vara da infância e juventude de todos os Estados precisam realizar mais mutirões que apurem os processos adotivos, bem como para revisão de aspectos importantes para dinamizar as adoções. Com isso, mais infantojuvenis poderão sentir o afeto de alguém disposto a cuidar e amar.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!