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A exploração sexual de menores acentuou-se no século XXI. Entretanto, desde as sociedades da Grécia Antiga há traços desse ato grotesco, quando meninas de cinco anos de idade eram comercializadas como escravas e obrigadas a prestarem favores sexuais aos seus donos. Atualmente, cerca de quinhentos mil crianças e adolescentes, de sete á quatorze anos, são utilizados, ilegalmente, por homens e mulheres, denominados aliciadores, para a obtenção de lucros através de relações sexuais dos mesmos. Tal aumento origina-se de três fatores principais: o meio social, a falta de fiscalização de órgãos federais e o temor dos explorados e indiferentes para efetuarem a denúncia.
Segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, o meio influencia e direciona os indivíduos, sendo assim o crescente índice de exploração deve-se, em partes, ao ambiente social que os explorados habitam. A maioria das vítimas são pessoas de classe social baixa. Dessa forma, os mesmos buscam alternativas, muitas vezes, ilegais e sem vontade própria que tenha maior ganho monetário para que melhorem a vida de suas famílias. Estas, por sua vez, quando postas a essa situação, vão de encontro com sua obrigação de sustentação familiar reconhecida por lei no artigo 227 da Constituição brasileira de 1988.
Além disso, o artigo 227 da carta magna do Brasil prevê ser dever do Estado, da família e da sociedade assegurar o direito à vida, educação, saúde, liberdade e colocar a classe infanto-juvenil a salvo de toda forma de negligência. Entretanto, o que a realidade demonstra não é isso. De acordo com dados da Polícia Federal, existem cerca de dois mil pontos de exploração sexual de menores nas rodovias brasileiras. Diante disso, a falta de fiscalização para fim de radicalizar esses lugares é pertinente, simultaneamente, os órgãos governamentais não estão cumprindo com o que é posto na constituição.
Por outro lado, segundo dados do Disque Direitos Humanos, sete em cada cem explorados denunciam. Tal baixo número registrado deve-se ao medo das vítimas e pessoas que obtém conhecimento desse crime de denunciarem os aliciadores, devido, geralmente, às ameaças cruéis destes. Dessa forma, a exploração sexual de menores consolida-se a partir da insegurança do suposto denunciador.
Verifica-se, portanto, que o problema social da exploração de menores tem reflexos desde a Grécia Antiga agravando-se na contemporaneidade. A família sendo o primeiro pilar de aprendizado e segurança de um jovem, não tem cumprido com seu papel nesse parâmetro. Para que haja o fim do aproveitamento é necessário o maior apoio familiar, com carinho e tudo que for relevante para o crescimento saudável mental e físico do jovem. Ademais, visto que o número de locais direcionados a exploração é alto, há a obrigação da abundante fiscalização, nesses setores, da Polícia Federal junto ao Ministério da Justiça, com o intuito de findar e punir severamente os responsáveis pelo aliciamento e aqueles que cooperam com o mesmo. Outrossim, o Disque Direitos Humanos associado ao Ministério Público deveriam oferecer absoluta segurança aos que denunciarem a ilegalidade, através de campanhas e guarda policial, durante algumas semanas, após feita a queixa, a fim de aumentar o índice de casos denunciados e como consequência, decrescer os casos de exploração sexual de crianças e jovens.
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