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    A história do hospital Colônia, localizado em Minas gerais, na cidade de Barbacena, demonstra um dos maiores relatos de preconceito e apatia perante às pessoas com distúrbios mentais, já que estas viviam sem estrutura e com muita violência. Nesse local, no século XX, a população abandonava familiares vistos como “inoportunos” por suas especificidades. Hoje, a população brasileira carrega consigo, de maneira historicamente enraizada, um estigma associado a doenças mentais seja por não compreenderem a sociedade atual, seja por não obterem informações precisas.


     Sob essa perspectiva, vale analisar de que maneira a estruturação do meio de vida do corpo social contribui para o aumento crescente de transtornos psíquicos como ansiedade e depressão. De acordo com o sociólogo Byong Chul-Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, a atualidade é marcada pelo cansaço emocional, visto que o indivíduo internaliza a necessidade de ser constantemente útil, proativo e feliz, não demonstrando suas “fraquezas”. Dessa forma, o sujeito encontra-se sozinho e muitas vezes desmotivado, haja vista que as pessoas em sua volta também vivem com seus conflitos silenciados.


     Por outro lado, mesmo com a intensificação de distúrbios neurológicos já notificados pela Organização Mundial da Saúde-cerca de 5% da população brasileira tem depressão-, o preconceito e a desinformação continuam. Segundo o filósofo Schoppenhawer, a noção de realidade de um indivíduo depende da visão que ele obtém mundo real. Assim, o Estado falha a medida em que não prioriza o debate acerca da saúde mental nas escolas e em redes midiáticas dificultando o acesso do corpo social a realidade da saúde do país, além de não levar em conta a saúde mental preventiva.


      Percebe-se, portanto, que é necessário gerar empatia e conhecimento na população brasileira acerca dos transtornos mentais. Para isso, cabe ao Ministério da Educação criar oficinas de saúde mental com palestras, informações de maneiras recreativas e sessões de terapia nas escolas e universidades públicas. Ademais, o Ministério da Saúde, por ações midiáticas, poderá informar a população geral sobre enfermidades neurais, e esmiuçar os malefícios do preconceito a essa parcela da população, ambas ações com a finalidade de diminuir a estigma enraizada socialmente e garantir a harmonia no meio social. Para que assim, não ocorra novamente situações como a de Barbacena.

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