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Desde a Colonização, com a exclusão de índios e negros na sociedade escravocrata, passando pelas grandes extensões de terras nas mãos de Oligarquias Imperiais, até a admissão tardia de mulheres nas escolas, o Brasil apresenta uma dívida histórica com as minorias. Na tentativa de reparar essa desigualdade social e racial, o Governo Federal propôs ações afirmativas a partir de 2012, mas afinal será que são, realmente, eficazes?


Em primeiro plano, não se discute sobre a legalidade ou constitucionalidade das políticas afirmativas, mas sim se são ideais. Segundo Carl Rogers, fundador da Teoria Humanista, é natural que cada pessoa caminhe para o desenvolvimento do seu máximo potencial, o que permitirá sentir felicidade. No entanto, a condição socioeconômica de uma parcela substancial de negros e índios impõe duras barreiras para essa caminhada. Aliás, o sistema de cotas no ensino superior veio para diminuir essa discrepância, entretanto, são insuficientes já que o setor público não consegue oferecer serviços básicos de qualidade a todos. Assim, a condição racial, a educação deficiente, o emprego diferenciado e a pobreza contribuem para a perpetuidade do ciclo vicioso. Dessa forma, a reforma do Estado é fundamental para alterar essa dinâmica e permitir a felicidade mencionada por Rogers.


Ademais, é notório que as mulheres ficaram à margem da educação e do trabalho na sociedade brasileira. Nesse sentido, aconteceu durante alfabetização dos indígenas pelos jesuítas, na formação do lar no período colonial e nos poucos colégios particulares femininos do início do século XIX. Apenas recentemente, o MEC afirmou que as mulheres são a maioria em quase todos os cursos superiores, no entanto, de acordo com a socióloga Moema Viezzer, "a escolaridade feminina progrediu rapidamente, mas as mudanças culturais são lentas e as institucionais ainda mais". Logo, a presença de creches para todas as famílias e mudança da mentalidade masculina em relação às mulheres permitirão que elas possam se dedicar mais à sua formação e ao trabalho.


Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a inserção das minorias nas várias esferas. Para que essa inclusão seja efetiva, é necessário que o Governo Federal, em conjunto com as Câmaras Legislativas, reveja as políticas educacionais e trabalhistas, através da criação de projetos de lei, com o fito de criar mais creches, igualar salários entre os gêneros e ofertar escolas de qualidade para todos. É imperativo, ainda, que as Universidades promovam palestras, com o fim de qualificar os professores nas áreas de baixa renda. Só assim, o país entrará no ciclo virtuoso e as pessoas chegarão ao potencial máximo de Rogers.

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