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"No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho". Análogo ao trecho do poema escrito pelo modernista Carlos Drummond de Andrade, observa-se que o Brasil tem um grande obstáculo em seu caminho: a não priorização da saúde mental. Dessa maneira, deve-se analisar a herança histórico-cultural e a omissão da família que agravam essa problemática.


Em primeiro plano, ressalta-se que o descuido da saúde mental está relacionado a uma bagagem histórico-cultural. Isso acontece, pois no século XIX a AIDS era vista como uma doença exclusiva de homossexuais. De tal modo, pessoas evitavam procurarem um psicólogo ou psiquiatra por medo de serem vistas como loucas, uma vez que todas as doenças mentais eram tidas no senso comum como esquizofrenia. Por consequência, pessoas que detinham depressão, bipolaridade ou outro tipo de doença e não procuravam ajuda, acabavam cometendo suicídio ou homicídio.


Outrossim, a falta de ajuda familiar dificulta o tratamento da saúde mental. Isso ocorre, porque muitos pais não veem a importância de um psicólogo tal como de um médico ou dentista. Inclusive, a falta de apoio familiar acaba sendo um dos fatores que impactam a saúde mental dos adolescentes, seguindo pesquisa da Folha de São Paulo. Consequentemente, o número de pessoas com doenças continua crescendo, segundo a organização Mundial de Saúde houve um aumento de 14,9% a mais do que há 10 anos atrás.


Portanto, medidas são necessárias para tirar essa pedra do meio de caminho. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho de Psicologia, promoverem palestras e consultas gratuitas, a fim de prevenir doenças mentais com dicas para manter a boa saúde mental, bem como conscientizar sobre a importância do tema, não só nas escolas, mas também em casa. Por fim, pedras no caminho serão vistas apenas nos poemas brasileiros.

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