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No artigo "Como é ser um morcego?", o filósofo Thomas Nagel levanta questões sobre a experiência subjetiva de um ser vivo, entendendo que a consciência de cada organismo é única. Entretanto, a corrente de pensamento popular distancia-se de tal proposição ao incentivar os testes laboratoriais em animais, renegando o direito à vida de seres tão singulares quanto os homens. Sob essa ótica, a lógica do uso de cobaias apoia-se na suposta superioridade humana frente aos outros animais e no egoísmo em prol do benefício de seus iguais.


Ao postular a teoria evolutiva, Charles Darwin esclareceu que os seres humanos descendem de uma longa linhagem de antecessores parentes dos primatas, tornando a ideia de que o homem é significativamente especial em relação a outras espécies obsoleta. Apesar disso, inúmeras pessoas ainda possuem o direito de subjugar e torturar aqueles cuja racionalidade é tida como inferior, considerando sua resposta ao sofrimento como algo irrisório, até mesmo ao submetê-los a injeções letais, venenos e choques elétricos. Assim, inúmeras vidas merecedoras de uma existência digna encontram-se enclausuradas em salas de estudo, forçadas a aceitar o martírio que lhes foi imposto.


Além disso, é necessário ressaltar a imoralidade dos interesses humanos, ao considerar que mais de 100 milhões de animais são mortos para fins científicos a cada ano, segundo o "People for the Ethical Treatment of Animals (PETA)". Dessa forma, o falecimento de tantos animais é justificado pela suposta necessidade de obtenção de curas para as enfermidades dos homens, desconsiderando o rastro de sangue inocente deixado pelas descobertas médicas. Logo, a brutalidade torna-se parte do cotidiano ao que se mantém útil, condenando seres inócuos apenas para privilegiar a espécie dominante.


Haja vista a importância da problemática. Para dar fim ao sofrimento vivido nos laboratórios, entende-se que cabe ao Executivo, por meio do Congresso Nacional, a elaboração de leis proibindo a utilização de seres vivos para testes de tratamentos e medicações, libertando os que ainda estão sob custódia. Outrossim, compete ao Ministério da Educação a canalização de verbas para novos projetos de pesquisa que visem desenvolver alternativas ao uso de animais, como a criação de novos softwares para simulação e manipulação de tecidos humanos sintetizados. Então, será possível construir um futuro em que as perspectivas e particularidades de todas as formas de vida serão respeitadas.

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