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Tema: O aumento dos transtornos mentais em jovens e adolescentes.


Na série estadunidense "13 Reasons Why", a jovem protagonista suicida-se e deixa várias fitas enumeradas com as treze razões que a levaram a cometer o ato. Essas mídias revelam que Hannah sofria de depressão há algum tempo, mas não procurou ajuda. Depois de seu enterro, todos os áudios passam a ser entregues às pessoas que destruíram sua vontade de viver para que, dessa forma, elas tenham consciência do que fizeram. Mesmo sendo uma ficção, o seriado foi muito bem recebido criticamente por mostrar uma realidade avassaladora que acomete a sociedade sem que muitos percebam: jovens e adolescentes têm seus estados mentais constantemente banalizados, seja pelos próprios ou por familiares, amigos e coordenadores escolares. Sob tal ótica, esse cenário viola uma série de direitos garantidos por estatutos e destrói o tão almejado progresso populacional, visto que a depressão é a doença que mais mata atualmente.


Em primeiro lugar, é necessário que a natureza de um número tão grande de jovens sendo afetados por transtornos mentais seja investigada. O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, primeiro autor a falar sobre ansiedade e angústia em suas obras, diz que o ser humano constrói-se a partir de suas escolhas, sem um destino moldado e, como não pode saber as consequências de suas escolhas, vive sendo acometido pela ansiedade e pela angústia. Dentro dessa perspectiva, psiquiatras apontam uma maior dificuldade de jovens em lidar com a pressão que os acomete por ter que constantemente fazer escolhas. Por exemplo, ainda no começo do ensino médio, o adolescente já se depara com a grande complexidade de ter que escolher seu futuro curso universitário e passa três anos de sua vida se auto pressionando, em busca dos melhores resultados no vestibular. Tudo isso gera apreensão, medo e pode até levar ao suicídio, cenário carecente de mudanças urgentes.


Ademais, outro fator destacável é a falta de debates a respeito de como os distúrbios psíquicos manifestam-se e de que maneira podem ser controlados. Muitos jovens, ao entenderem que possuem depressão ou ansiedade, deparam-se com uma resistência familiar em encarar a doença como "frescura" ou "falta de oração". Acerca disso, é pertinente trazer o discurso de filósofos gregos como Platão e Aristóteles, disseminadores da teoria de que a maioria das pessoas está sujeita a morar dentro de uma caverna mental, na qual apenas seus preconceitos estão corretos e, assim, ignora informações novas, já que não é intervinda por meio de diálogo. Dessa forma, o problema em lidar com as doenças mentais da forma certa explica-se pela ausência histórica de conversas aprofundadas e instruções sobre elas, um problema que precisa ser imediatamente resolvido.


Fica necessário, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. À vista disso, a mídia, principal veículo formador de opiniões, deverá ser responsável por criar e promover propagandas e reportagens que, ao serem transmitidas em larga escala na Internet e em programas televisivos como o Fantástico, esclarecerão de fato os sintomas que se manifestam em jovens transtornados e a melhor forma de ajuda-los a se recuperarem, além de incentivar os telespectadores a se tornarem agentes ativos na luta contra esse mal. Além disso, os poderes executivos dos estados deverão se unir para criar e fornecer verba para ONGs pró saúde mental, acolhedoras de jovens sem apoio familiar, a fim de que eles sejam atendidos por especialistas e se reabilitem rapidamente. Assim, será formada uma sociedade inclusiva e acolhedora, para evitar que os adolescentes se matem ou se tornem adultos hostis e doentes, situação observada em "Os Treze Porquês".


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