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Segundo o Fórum Econômico Mundial, para se atingir a igualdade de gênero no Mundo, serão necessários mais de 200 anos. No Brasil, esse é um problema preocupante, tendo em vista que, mesmo as mulheres compondo mais da metade da população e maioria nas universidades, quando em análise as posições de liderança, quase não estão nelas. Nesse sentido, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a jornada dupla que elas cumprem para cuidar da casa e dos filhos, além da profissão, e o não reconhecimento no mercado de trabalho, o qual põe em xeque a própria meritocracia nesse cenário.


Em primeira análise, deve-se ressaltar que a mulher enfrenta uma carga maior de atividades em sua rotina por lhe ser atribuída grande parte do trabalho doméstico, bem como do cuidado dos filhos, face a uma cultura da qual ainda não pôde se desvincular. Tanto isso é verdade que dados atuais do IPEA mostram que as mulheres dedicam quase três vezes mais tempo que os homens a essas tarefas. Percebe-se, então, como um dos caminhos para a quebra deste paradigma, a necessidade de inserção de projetos educativos nas escolas, universidades e, também, nas empresas sobre igualdade de gênero, como forma de romper o silêncio sobre a temática.


Ainda, destaque-se que o mercado de trabalho para as mulheres não transparece paridade salarial, processos de seleção, promoção e desenvolvimento de carreira justos, nem decisões negociais tomadas sem vieses. Pelo contrário, uma vez que, apesar da grande presença feminina na força econômica, elas têm espaço minoritário em cargos de poder. Assim, vê-se que não está em jogo apenas o seu esforço, mas o enfrentamento de barreiras culturais e a negligência do Poder Público, que, inadmissivelmente, não oferece medidas inclusivas e de incentivo a condições igualitárias para as profissionais brasileiras.


Nesse ínterim, a fim de superar tal desigualdade, é imprescindível que as empresas ofereçam processos de seleção justos e paridade salarial às mulheres, inclusive, sob uma ativa fiscalização do Estado, o qual não pode continuar inerte. Este deve garantir a disponibilização de creches suficientes para os filhos, assim como é essencial que o Poder Legislativo aumente o período de licença paternidade, contribuindo para harmonizar os papeis dentro do lar e possibilitando à mulher desempenhar o seu pleno potencial no trabalho. Logo, com um maior protagonismo do governo e empresas, apesar dos previstos dois séculos para se alcançar a igualdade de gênero, poder-se-á acelerar tal processo.

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