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Na obra naturalista "O cortiço", para acumular capital e atingir seus objetivos a qualquer custo, João Romão, dono do cortiço, explora, dia e noite, sua amante Bertoleza e os demais empregados, os quais trabalham sem descanso. Do mesmo modo, não distante da ficção, o cenário capitalista é cruel no que diz respeito a exploração trabalhista. Desse modo, é viável analisar como o contexto atual do mundo do trabalho torna o indivíduo alienado bem como o desumaniza, a ponto de transformar sua própria mão de obra em uma mercadoria.


Em primeiro plano, segundo Karl Marx a relação capital, trabalho e alienação promovem a coisificação do mundo, sendo que suas regras devem ser seguidas passivamente pelos seus componentes. Nesse contexto, modelos de produção, como o Fordismo, a regra é clara: lucro em detrimento a condição do empregado, seja ela física ou mental. Logo, o trabalhador não se apropria do que é produzido, não se reconhecendo no trabalho, sendo assim, se desumaniza. Desse modo, não é razoável que, embora o trabalho tenha sido originado para satisfazer as necessidades do ser humano ao longo das décadas, acabe pro se tornar algo nocivo, uma vez que no mundo das mercadorias, conforme Marx, o homem é a principal mercadoria.


Nessa mesma perspectiva, vê-se que em muitas obras há reprodução do contexto social e cultural de uma época, o que comprova a ideia de que a vida é uma mímeses da arte. Nesse sentido, muitas dessas reproduzem estigmas que foram alimentando o imaginário coletivo, como "Tempos Modernos". Nela, Chaplin discorre sobre a sociedade industrial, criticando, a fundo, o mais cruel problema, a alienação do trabalhador. Nesse cenário, ao invés de ser fonte de realização para os indivíduos, o trabalho, retratado no filme, transforma-se em uma atividade alienante, tediosa e penosa. Assim, não é plausível que o trabalhador se torne subordinado à máquina, visto que o ofício do personagem, assim como de muitas pessoas no contexto contemporâneo, por ser tão mecânico, torna o ser humano impassível de questionamento, incapaz de discernir ou pensar.


Infere-se, pois, que a exploração trabalhista, no mundo atual, é prejudicial ao ser humano. Dessa maneira, para a manutenção desse quadro degradante, urge o papel do ministério do Trabalho, órgão responsável pelas diretrizes para a geração de emprego e apoio ao trabalhador, em fiscalizar nas pequenas, médias e grandes empresas, as condições de trabalho, bem como o pagamento de horas extras e excedidas e, por meio de acompanhamento psicológico e profissionais de saúde, garantir a saúde mental e física de seus funcionários, a fim de garantir o cumprimento tanto dos direitos trabalhistas quanto humanos. Com efeito, o cenário capitalista do trabalho tornar-se-á menos desumano ao passo que garantirá direitos e bem-estar aos trabalhadores.

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