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No filme ''Eu não sou um homem fácil'', veiculado pela Netflix, é retratada a vida de um homem machista que, após um acidente, acorda em um mundo ao avesso. Nesse contexto, o mundo é dominado pelas mulheres, que praticam atitudes realizadas por muitos homens nos dias atuais, como o assédio sexual. Fora da ficção, essa realidade está presente em larga escala no território brasileiro, como pode ser ratificada pela pesquisa do Datafolha, a qual veiculou que, em 2017, 42% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio. Nesse âmbito, a crise social e a inabilidade da justiça em lidar com essa questão são consideradas os fortalecedores dessa problemática, que necessita ser combatida.


Em primeiro lugar, cabe abordar o papel social na cristalização do assédio sexual. Nesse sentido, na Grécia Antiga, as mulheres eram tratadas como objeto sexual para os homens, tendo em vista que possuíam a função de gerar crianças saudáveis para serem guerreiros. Dessa forma, segundo Pierre Boudier, a sociedade incorpora, naturaliza e reproduz todas as estruturas sociais impostas em sua realidade. Sendo assim, mediante comportamentos opressores ofertados às mulheres nos tempos remotos, a sociedade incorporou e reproduziu essa situação atualmente. Como consequência, há o fomento dos casos de desigualdade, desrespeito e desmoralização social, as quais são fortalecidas pela cultura de assédio às mulheres.


Além disso, cabe abordar a inabilidade governamental em combater o assédio sexual. Nesse ínterim, segundo Zygmunt Bauman, existem Instituições Zumbis, que mantém a sua forma a todo custo, mas que não realizam a sua função. Em consonância com tal conjuntura, o machismo enraizado encontra liberdades em cometer atos opressores às mulheres, como o assédio sexual, mediante a falta de apoio político na segurança feminina. Essa situação, por sua vez, pode ser ratificada ao se observar as diversas lutas sociais das mulheres, como os Movimentos Feministas, iniciada em 1917, as quais possuem como obetivo contemplar a igualdade de gênero e o fim da cultura de assédio. Logo, medidas devem ser tomadas para dirimir esse quadro atual.


Portanto, é necessário que haja um esforço contínuo federativo em busca da equidade positivada da Constituição Cidadã. Dessa forma, cabe à mídia promover o sentimento de empatia e alteridade na população, por meio da criação de ficções engajadas, como novelas e séries que relatam as consequências do assédio na vida das mulheres, a fim de promover o senso crítico e o maior engajamento da sociedade na luta dos direitos dos oprimidos. Ademais, cabe ao Poder Público combater juridicamente o assédio no meio social, mediante a criação de delegacias especializadas na fiscalização desses atos, com o intuito de coibir essa situação e melhorar a qualidade de vida das mulheres. Assim, a sociedade torna-se-á menos misógina e mais comprometida com os valores democráticos do país.

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