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O panorama político brasileiro é marcado fortemente por escândalos de corrupção e pela instabilidade nas relações entre as instâncias do poder público. Ambos os fatores são perfeitos condutores para a crescente descrença nos representantes nacionais e, igualmente, para o enfraquecimento da democracia. Nesse contexto, onde as eleições mais se assemelham às gincanas escolares – objetivando vultuoso prêmio - o jogo de interesses corrompe a organização dos poderes proposto por Montesquieu, questão que agrava ainda mais a desordem governamental.


Em primeira instância, é necessário recordar que a república brasileira segue a divisão de três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, tendo como principais imagens, respectivamente, o presidente, o Congresso Nacional (CN) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse cenário, os dois primeiros devem responder ao povo, pois são eleitos diretamente por esse. Entretanto, instabilidades nas relações dentro do CN podem fragilizar as ações do governo, o que somado aos casos de corrupção, travam as pautas propostas no plano eleitoral e deslocam decisões legislativas para o STF, o que fomenta a desorganização dos setores públicos.


Outro fator que dificulta a política brasileira: as decisões pautadas nos objetivos dos próprios representantes, não essencialmente nas solicitações do povo. A exemplo, podemos observar o caso do Ministro da Justiça Sérgio Moro, que, de acordo com publicação do jornal "The Intercept Brasil", 2019, fez intervenções indevidas no projeto de investigação política da "Lava Jato", comprometendo a integridade do processo. Essa prática denunciada pela mídia destaca a ideia de que - independendo de certo ou errado - os representantes políticos ainda estão muito acostumados a agirem conforme interesses pessoais e, em muitos momentos, por "debaixo dos panos".


Logo, é visível uma intensa dissonância nas estruturas da política brasileira, questão que conduz às controvérsias no âmbito da representatividade. Para elidir tal problema, urge que o Ministério Público (MP) conduza investigações acerca das atividades do CN, por meio de fiscalizações das movimentações financeiras, objetivando vetar ações de suborno e articulações ilegais. Nesse intermédio, cabe ao MP, também, redirecionar o STF às suas responsabilidades primárias, evitando que execute atividades que são, somente, de incumbência dos demais poderes.

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