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A concepção do sociólogo Émile Durkheim acerca da sociedade define que, "É fato social toda maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo a coerção exterior [...]". Frente a isso, correlaciona-se que para interpretar a realidade é crucial analisá-la a fim de compreender as problemáticas como o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), uma vez que implica em um fato de ampla dimensão e que propicia a falta de coesão social. Por sua vez, salienta-se que a origem das DSTs apresenta relação direta com a África Central, a vista de que o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) desenvolveu e adaptadou no chimpanzé e no macaco-verde, sendo que foram domesticados nessa região, proporcionando a contaminação dos indíviduos. Destaca-se que, segundo os dados epidemiológicos da Universidade de São Paulo (USP) a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1982, e que mantêm-se constante no país devido aos relacionamentos virtuais e a cultura da resistência sobre os meios de prevenção.


Em primira análise, convém pontuar que os avanços tecnológicos possibilitaram a acessibilidade da comunicação em diferentes meios e, por conseguinte, os relacionamentos tornaram-se superficiais. Desse modo, tem-se que os casais que se conhecem virtualmente, descohecem os aspectos dos antepassados do parceiro, posto que a internet limita as informações acerca do indivíduo e cria a falsa segurança sobre o relacionamento. Nesse sentido, caso haja a relação sexual sem o uso de preservativos e, considerando, que um destes possui uma DSTs como, por exemplo, a AIDS, as hepatites B e C, sífilis e outras infecções contagiosas, que podem acarretar danos a longo prazo. Ressalva-se que as redes sociais, assiduamente, constitui uma bolha ilusória na qual os indivíduos atribuem confiança sem o conhecimento.


Destarte, é fundamental identificar que a cultura de resistência aos meios de prevenção das DSTs tanto por meio das vacinas quanto no uso de preservativos, que em razão do controle das infeccções contribue na equívoca interpretação de que foram erradicadas. Em vista disso, tem-se que o jovem com tal mentalidade são mais vulneráveis , sobretudo, quando há festas e o indivíduo faz o uso de bebidas alcoólicas e de drogas que apresentam potencial para tornar passível a ideia de que não existe danos e/ou a ignoração destes na decisão de ter uma relação sexual isenta da cautela necessária. Em consequência, evidencia-se a naturalização de doenças que são graves em função da população estar despreocupada com os riscos e a banalização dos métodos profiláticos somado a falta de consciência nas transfusões de sangue.


Portanto, em consonância com o filósofo Michel Foucault, "As pessoas sabem aquilo que elas fazem, frequentemente sabem por que fazem o que fazem, mas o que ignoram é o efeito produzido por aquilo que elas fazem". Sob esse ângulo é possível subtender que é elementar a comunidade estar ciente das suas escolhas e das consequências que podem trazer à sociedade. Para isso é preciso investir em um projeto que contemple a formação da educação sexual dos jovens e crianças a partir da escola, a qual administraria as atividades e a realização do direcionamento das verbas, que seriam liberadas pelo Ministério da Saúde e da Educação. Desse modo, o objetivo seria desenvolver dinâmicas, palestras e discussões reflexivas, sendo ministradas por psicóloos e professores, para que os alunos possam entender sobre as relações, ter informações sobre os meios de prevenção, dos riscos de doenças e o senso crítico acerca das redes sociais.

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