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Tema livre

Hoje mundialmente famosa pela forma de expressar a realidade que vivia em suas obras, Frida Khalo tornou-se um símbolo de resistência às dificuldades que a vida lhe impôs. Em sua trajetória, por exemplo, a artista adquiriu poliomielite aos seis anos, fato que influenciou sua saúde pelo resto de seus dias. Três anos após a morte de Frida, em 1957, o médico polonês Sabin lança a vacina que erradicaria a doença e poderia ter feito da vida da pintora algo diferente do que foi. Hoje, no Brasil, apesar de contar com inúmeros mais avanços na imunização, a negligência e a descrença populacional frente a eficácia das vacinas refletem o desperdício diante os recursos alcançados nessa época. Logo, o aumento de campanhas para superar esse cenário faz-se urgente.


Segundo a teoria existencialista do filósofo Sartré, uma vez lançado ao mundo o homem está condenado a ser livre, pois é responsável por tudo que faz. Ao voltar os olhos para a realidade atual, em que doenças como sarampo, poliomielite e febre amarela voltaram a registrar alta de casos pelo negligenciamento de vacinações, percebe-se que, de fato, tal liberdade existe como um ônus. Isso pois, a erradicação de várias enfermidades por meio da descoberta de vacinas específicas ao longo dos anos fez com que a população "adormecesse" acerca do assunto e, muitas vezes, deixasse de cumprir os calendários de prevenção uma vez que a periculosidade da doença é popularmente mistificada como menor. Logo, a necessidade da ação do governo em alertar sobre os perigos da perpetuação desse quadro é cada vez mais necessária.


Além disso, existe ainda uma grande parcela da sociedade duvidosa acerca do real intuito e eficácia das vacinas. Nesse viés, a falta de instrução e informação entre todas as camadas sociais abre espaço para a desconfiança e insegurança sobre a imunização passiva. Assim, a conjuntura atual ocorre de forma análoga ao episódio da "Revolta da Vacina" em 1904 e pode ser analisado sob a ótica do escritor Alfredo Bosi: "A sequência dos tempos não produz necessária e automaticamente uma evolução do inferior para o superior." Dessa forma, a ausência de informações impede a evolução social e aprisiona o indivíduo a optar por um risco já conhecido ao invés de uma prevenção desconhecida.


É necessário, portanto, que os Ministérios da Saúde e Educação, em parceria, promovam a intensificação de campanhas que esclareçam a importância da imunização pela vacinação. Isso pode ser feito com propagandas que alertem sobre os perigos da não imunização, principalmente em crianças, e do aumento do número de casos pela diminuição da ação. Outrossim, reportagens com esclarecimento sobre como age a vacina no corpo humano também devem ser feitas, assim como a divulgação por "digitais influencers" nas mídias sociais de tabelas com todas as doenças que atualmente possuem vacinação. Também a regularização do cartão de vacinas deve ser exigência no cadastro de matrículas em faculdades e escolas. Por fim, a vacinação de prefeitos e governadores deve ser mostrada e noticiada a fim de promover a causa através do exemplo.

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