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Na Grécia antiga, particularmente em Esparta, cidade-estado onde o militarismo era predominante, crianças com deficiências física, sensorial e mental eram consideradas subumanas, o que legitimava sua eliminação e abandono. Apesar do avanço em diversas áreas, o Brasil atual ainda assemelha-se levemente ao pensamento espartano, uma vez que, ainda há muitos desafios para a inclusão de pessoas que sofrem com o Transtorno do espectro autista (TEA). Nesse contexto, percebe-se que tal problemática persiste, principalmente, devido ao preconceito por parte da sociedade e ineficiência escolar no país.


Em primeiro plano, é inegável que o preconceito é um dos principais agravantes da não inclusão dos portadores de TEA na sociedade brasileira, pois como foi dito pelo físico alemão Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Ademais, independente da perspectiva analisada (social, educacional, cultural), os olhares de negação e discriminação para com essas pessoas são automáticos, de modo que o julgamento de indivíduos "diferentes" é tido como normal. No entanto, a discriminação é crime, de acordo com o artigo 88 da Lei n° 13.146/2015, e a pessoa que a comete deve ser denunciada, para arcar com as consequências dos seus atos.


Outrossim, a vida dos autistas é muito afetada devido à falta das condições necessárias e acompanhamento de pessoas habilitadas no ambiente escolar. De acordo com o Portal do G1, em um ano o número de autistas em escolas comuns no Brasil cresceu cerca de 37%, entretanto, não basta a inserção destes em uma sala de aula sem a oferta de todo o aparato necessário para integrá-los e acompanha-los nesse início do contato social. "As crianças especiais, assim como as aves, são diferentes em seus vôos. Todas, no entanto, são iguais em seu direito de voar." Analogamente ao pensamento de Jesica Del Carmen Perez, o âmbito escolar é um dos principais responsáveis pela igualdade entre todos, de modo a quebrar os tabus impostos e oferecer aos portadores de TEA uma interação e socialização, permitindo-os se expressar da sua maneira.


Nesse sentido, para distanciar-se cada vez mais do pensamento dos espartanos, devemos nos desprender dos preconceitos e pregar a inclusão dos indivíduos com Transtorno do espectro autista. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelos assuntos pertinentes à educação, incluir melhor os autistas nas instituições escolares, através da promoção de campanhas e palestras informativas sobre o autismo, além de oferecer mais capacitação para os profissionais e pedagogos que lidarão com estes. Assim, teremos uma sociedade mais inclusiva e sem distinções.

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