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A Revolta da Vacina, ocorrida no início do século XX, foi um episódio caracterizado pela aversão popular à aplicação obrigatória de vacinas, imposta pelas autoridades sanitárias do Rio de Janeiro. Hodiernamente, mais de um século depois, os desafios para a vacinação ressurgem na sociedade brasileira mediante o retorno de doenças anteriormente controladas. Assim, é fulcral analisar tal problemática, que envolve a omissão das esferas governamentais, bem como a desinformação do setor populacional.
A priori, é imperioso ressaltar a postura estatal diante da celeuma supracitada. Nesse prisma, embora o artigo 196 da Constituição Federal de 1988 assegure que a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições ao seu pleno exercício, a norma não é totalmente eficaz, uma vez que muitos cidadãos brasileiros não são imunizados contra diversas doenças devido à ausência de investimentos financeiros no setor da saúde pública e na criação de campanhas. Em consequência, esses indivíduos tornam-se suscetíveis a enfermidades que se propagam cada vez mais ao longo dos anos. Diante disso, é inadmissível que as esferas governamentais mantenham-se inertes para tal impasse.
Outrossim, é válido salientar que a falta de informação pode interferir na escolha dos pais sobre a vacinação dos filhos. Isso porque a população, sobretudo as camadas mais vulneráveis socialmente, não conhece os riscos da falta de imunização preventiva. Sob esse viés, o sociólogo francês Émile Durkheim afirma que "a sociedade é como um corpo biológico porque, assim como esse, é composta por partes que devem interagir entre si". Dessa forma, sem o engajamento de todas as camadas sociais, o país pode voltar a sofrer com os efeitos ocasionados por doenças graves, como o sarampo, a poliomielite e a rubéola.
Infere-se, portanto, que os desafios para a vacinação são empecilhos que devem ser mitigados com celeridade. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde promover a melhoria do sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades básicas e às campanhas de vacinação, com o fito de ampliar a cobertura nacional de imunização e garantir, assim, que todas as comunidades sejam contempladas. Ademais, as prefeituras devem criar um projeto voltado para a aproximação entre as famílias e as instituições de saúde, por intermédio de oficinas culturais, com a participação de profissionais da área, a fim de elucidar as massas e conscientizar a comunidade acerca dos benefícios da vacinação infantil. Somente assim, o corpo social brasileiro estará protegido e episódios como a Revolta da Vacina ficarão limitados ao século XX.

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