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No seriado americano "Todo mundo odeia o Chris", o golpe baixo, morador de rua que, após diagnosticado como esquizofrênico, se afastou da família, é constantemente estereotipado e subjugado como inferior. Fora da ficção, a questão dos moradores de rua é um problema que se mantém, tendo em vista, principalmente, a falta de assistência governamental e a passividade da própria sociedade no que diz respeito à problemática.
Em primeira análise, de acordo com o filósofo Aristoteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Entretanto, percebe-se, com base no cenário atual, que o governo está divergindo do pressuposto pelo pensador, já que, apesar de a moradia, a saúde, o lazer e a educação serem assegurados pela constituição, na prática, a teoria não está sendo reproduzida. Exemplificando, segundo dados da Fundação de Pesquisas Econômicas, apenas em São Paulo, 15.905 pessoas vivem nas ruas, caracterizando tais diretrizes como contraproducentes.
Além disso, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar que, com o passar do tempo, algum grupo adquiriu. Analogamente, a sociedade, hoje, moldada pelo capitalismo, tomou a moradia de pessoas nas ruas como normal e cotidiana, evidenciando um cenário de alienação da própria população, que se distancia cada vez mais da prática de valores como a empatia e a solidariedade, agravando o cenário de exclusão social.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a maior inclusão dos moradores de rua na sociedade, urge que o Governo Federal, em parceira com a Secretaria Nacional de Assistência Social amplie, por meio de verbas governamentais, projetos sociais já existentes que sirvam de subsídio à moradia e à saúde e incentivem o acesso à educação, como por exemplo, a providência de casas populares e projetos mais amplos na educação de jovens e adultos. Ademais, visando a conscientização da população, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceiria com as peças midiáticas, deve incentivar, por meio de anúncios publicitários, a inclusão e o exercício da cidadania por esta parcela da populacao. Somente assim, será possível alcançar o equilíbrio proposto por Aristoteles e, finalmente, ir contra o fato social estabelecido .

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