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''A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana''. A máxima do escritor Franz Kafka representa o melhor benefício referente a atos benevolentes realizados pela sociedade em prol da vida de outros indivíduos. Nesse contexto, a doação de órgãos se configura como principal representante desses atos, tendo em vista que vem salvando a vida de milhares de indivíduos que possuem enfermidades incuráveis. No entanto, a crise social e a inabilidade da justiça em lidar com essa questão são consideradas as principais barreiras para o incentivo à doação de órgãos. Sendo assim, medidas devem ser aplicadas para dirimir esse quadro atual.


Em primeiro lugar, cabe abordar os aspectos socias na gênese dos obstáculos para a doação de órgãos. Nesse ínterim, apesar da maioria das religiões apoiarem a doação, por ser considerada um ato de amor ao próximo, porém, em algumas delas, como o judaísmo, a doação só poderá ser realizada mediante certas exigências. Como exemplo, pode-se mencionar a permissão do transplante apenas se o receptor for conhecido ou com tecidos onde não haja troca de sangue. Com efeito, diversos indivíduos permanecem a espera de doadores compatíveis, para que haja a cura de suas enfermidades.


Em segundo lugar, é válido salientar a educação em saúde deficitária e seus empecilhos para a doação de órgãos. Segundo Zygmunt Bauman, algumas instituições, como o Poder Público, mantém a sua forma a todo custo, mas não realizam a sua função. Desse modo, o aumento da recusa dos familiares em aceitar a doação provém da falta de informações relativas a esses atos e seus benefícios para outros indivíduos, assim como a crença popular do retorno à vida mesmo diante de uma morte encefálica. Logo, segundo pesquisas da ABTO, o índice de doação de órgãos aumento de 13,1 por milhão para 14 por milhão, em 2016, mas ainda é considerada abaixo do ideal. Como consequência, há o fomento de crises na saúde pública do País, a exemplo da superlotação dos hospitais, devido ao desenvolvimento de doenças curavéis apenas pelo transplante e a escassez desse no meio social.


Portanto, é necessário que haja um esforço contínuo federativo em busca do incentivo à doação de órgãos. Dessa forma, cabe a Mídia promover o maior engajamento social para a doação, por meio de campanhas televisivas que veiculam imagens reais de pacientes que esperam pela doação, a fim de promover o senso crítico e o maior incremento na doação de órgãos. Além disso, cabe ao Poder Público realizar a educação em saúde adequada para a sociedade, por intermédio da capacitação de profissionais que irão dialogar acerca dos benefícios da doação de órgãos nas escolas e nos espaços de saúde e a impossibilidade do retorna à vida após morte encefálica, com o fito de aumentar o alcance das doações.

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