O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Tema livre

Sabe-se que segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, mais de 8 mil jovens brasileiros esperam na fila de adoção, entretanto, há uma exibição desenfreada desse publico, o qual tem a quebra de privacidade e a sua imagem vinculada a de "produtos". Diante disso, devem-se averiguar as causas, efeitos e possíveis soluções, para reduzir a exposição pública dos jovens como prerrogativa no aumento da adoção.


Em primeira analise, há no século XXI uma gama de novos meios de comunicação e relações sócias, como a internet e o Instagram. Isso é fruto, da polarização global durante a Guerra Fria, entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, na qual ocorreu a criação de varias tecnologias (satélites), que possibilitaram as atuais de existirem. Dessa maneira, com a globalização das relações humanas por meio da web, ocorre uma banalização em todos os setores sociais, entre eles o da adoção, o qual passou por um mecanismo publicitário antes restrito apenas a comercialização de produtos. Por consequência, as crianças recebem "rótulos", pela divulgação publica de fotos e vídeos, como no aplicativo A.DOT.


Além disso, a projeção ou criação de perfis de crianças e adolescentes repercutem negativamente no ato adotivo. Isso porque, a partir de uma apresentação premeditada, ocorre uma indução na escolha dos futuros pais, que tomam decisões baseados apenas em características visíveis e não da personalidade. Com isso, exibições públicas a exemplo do desfile ocorrido em Cuiabá, são banias e assemelhadas a um comercio de animais. Consequentemente pode ocorrer reincidência de abandono, ou relações familiares conturbas, visto que não há uma escolha efetiva, mas sim induzida.


Depreende-se, portanto, os malefícios da divulgação pública da imagem de crianças a serem adotadas no Brasil. Deste modo, o Governo Federal em parceria a Comissão de Infância e Juventude, deve criar um programa nacional de adoção. Tal programa deve contar com psicólogos e agentes sociais especializados, que por meio da fiscalização e de métodos lúdicos, como teatro, palestras e folhetos, possam evitar a exposição ou "rotulação" dos jovens, desta forma, não ocorrerá uma "comercialização" humana. Espera-se com isso, o retorno da privacidade e a humanização de decisões adotivas.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!