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Fome: A Mazela Brasileira


Na obra "Vidas Secas", o autor Graciliano Ramos retrata as dificuldades, até mesmo quanto à falta de alimentos, de uma família de retirantes nordestinos durante a seca de 1915. Nessa perspectiva, diante do atual crescimento do número de subnutridos na América Latina, é imperioso compreender as causas e buscar intervenções para a lastimável fome a qual aflige aos brasileiros.


Em primeiro lugar, é crucial analisar a relação entre o acesso à nutrição e a renda dos indivíduos. Isso porque, consoante um estudo publicado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir a demanda de todos os habitantes da Terra, o que não ocorre. Desse modo, a comida é distribuída desigualmente em virtude de seu alto custo, influenciado pela falta de planejamento logístico quanto ao seu transporte, tornando essa inatingível às camadas mais humildes da sociedade. Logo, é significativo as secretarias municipais de agricultura e abastecimento proporem hortas comunitárias nas zonas carentes das cidades, visando fornecer a essa população o alcance aos nutrientes essenciais à saúde.


Em segundo lugar, é válido ressaltar como a falta de conhecimento da população acarreta no desperdício de muitas comidas. Assim, nota-se a ausência de hábitos conscientes e sustentáveis para com legumes, frutas, verduras ou processados, os quais não são utilizados totalmente, deixando de suprir a fome de muitos, ao serem destinados ao lixo. Nesse sentido, incentivam-se culturas ao exemplo da japonesa, a qual, dadas as condições demográficas e geográficas restritivas, adota uma atitude de aproveitamento quase que total de seus recursos alimentícios. Destarte, é importante faculdades de nutrição elaborarem projetos cujos ensinem aos brasileiros receitas que ocupem o máximo possível dos alimentos.


Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Cabe, então, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estipular subsídios os quais incentivem a agricultura familiar, por meio de aulas práticas e do oferecimento de lotes para plantação, visando acessibilizar a comida de subsistência. Além disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit) deve destinar mais verbas às rodovias, por meio de recursos federais, a fim de diminuir o valor agregado aos artifícios nutritivos durante o seu percurso até o comércio, tornando-os mais baratos. Somente nessas circunstâncias vencê-lo-emos a fome, mesma mazela que décadas atrás condenou a família de Fabiano.

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