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Drogado: Doente ou Criminoso?


No período literário do romantismo, durante o século XIX, a geração ultrarromântica brasileira utilizou-se da substancia "fada verde" - absinto - como alucinógeno, a fim de fugir da realidade. Nessa perspectiva, diante da contínua perseguição ao escapismo por meio de drogas, é crucial compreendermos e buscarmos ações de combate a drogadição em território nacional.


Em primeiro lugar, é imperioso ressaltarmos a motivação da toxicodependência. Assim, cabe retomar a obra "O Cortiço", publicada há dois séculos, cujo autor Aluísio de Azevedo relata a influencia do meio, momento e raça, sobre o individuo, tal como ocorre com uma parcela dos dependentes químicos. Nesse viés, a desigualdade sócio econômica somada a economia atual, abastecida de desemprego, tornam as classes baixas mais suscetíveis a tal hábito nocivo, até mesmo em razão da maior facilidade de contato com o tráfico. Destarte, nota-se que um conjunto de circunstâncias é responsável por acarretar tal compulsão.


Por conseguinte, é válido analisarmos o modo como a sociedade lida com dependentes tóxicos. Isso porque, tal como ocorria durante a ditadura nazista alemã, na qual eram estipulados guetos higienistas para destinar judeus, atualmente, drogados são isolados socialmente mediante ações truculentas. Desse modo, os viciados são comumente apreendidos pelo Estado e encaminhados a prisões arbitrárias ou a clinicas de reabilitação, as quais por vezes não possuem resultados positivos devido à falta de empenho do internado. Logo, urge o maior conhecimento coletivo de que o usuário é um doente e não deve ser julgado moralmente.


Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Portanto, é decisivo que o Estado estabeleça politicas de redução de danos, mediante um combo de estratégias, visando atribuir maior segurança ao toxicodependente. Ademais, compete a educandários, por meio da elaboração de uma nova tática de ensino, a inserção de uma educação na qual compulsivos sejam vistos como enfermos, objetivando o fim do sadismo policial. Outrossim, formar-se-á uma nação livre de um dos muitos problemas de saúde e segurança pública.

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