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Tema: Conceito de Família no século XXI


"O novo sempre despertou perplexidade e medo". Essa afirmação do pai da psicanálise, Sigmund Freud, retrata a atual realidade dos novos arranjos familiares. Isso porque a carência de leis que protejam essa minoria corrobora para a acentuação do preconceito. Sendo assim, cabe analisar os principais aspectos desse problema.


A princípio, é indispensável salientar que a legislação brasileira mostra-se resistente ao reconhecimento da diversidade. É incoerente pensar que o Brasil, cuja pluralidade é uma das marcas da sua população, ainda promove o apartheid em detrimento do núcleo tradicional. Prova disso é que segundo o Estatuto da Família, só é considerada família a união entre um homem e uma mulher por meio do casamento, o que evidencia a necessidade de reverter essa segregação, pois esse modelo amplamente idealizado é só mais um das múltiplas configurações. União homoafetiva, monoparental, multiparental, poliamorismo, etc. Todos esses arranjos precisam ser tratados com igualdade para que se mitiguem os abismos entre a esfera social.


Por consequência dessa resistência ao novo, o repúdio as configurações é, por vezes, latente. O movimento Antropofágico tinha por principal característica a ruptura dos ideais conservadores, e a sociedade parece ter esquecido essa importante lição quando se mostra preconceituosa diante da hibridização e ensinam aos filhos que tais modais não são corretos. Isso favorece a prática do bullying nas escolas contra crianças que pertencem a famílias que não seguem "padrões". Por outro lado, as instituições escolares estão cada vez mais engajadas no rompimento de paradigmas em prol do acolhimento e respeito à diversidade. Esse é o caso da Escola Estadual Professor Alvino Bittencourt, localizada na cidade de São Paulo, que trocou o Dias dos Pais e Mães pelo o dia do "Quem Cuida de Mim". Dessa maneira, é indubitável que a inclusão é o principal passo no combate a esse hiato.


Fica claro, portanto, que politicas públicas devem ser postas em prática a fim de promover o respeito e a integração. Para tanto, o Poder Legislativo deve criar uma lei que ampare a multiplicidade das configurações familiares, visando à igualdade e o importante papel que esses núcleos possuem no processo educacional dos filhos, para que aos poucos a inserção seja a marca da nação brasileira, cujo princípio seja a harmonia entre os integrantes que a compõem. Por fim, cabe à escola, por meio de palestras, discutir sobre essa temática, com o fito de perpetuar a valorização e aos poucos afastar o preconceito. Apenas assim, a afirmação de Freud perderá seu sentido em meio à realidade coesa.

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