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Tema: Desafio para a formação de leitores no Brasil atual.


Sócrates, certa vez, afirmou que erudito é o ser que possui mais cultura do que cabe nele. Hodiernamente, todavia, o povo brasileiro apresenta - tristemente - um sério déficit no exercício cultural elencado no conceito socrático, uma vez que a leitura, elemento primordial para a efetivação de tal ato, não recebe deveras incentivo do Estado, e, consequentemente nem dos cidadãos. É notória a gravidade dessa problemática, fazendo-se, assim, necessária a sua análise, a fim de combatê-la.


A priori, cabe recitar o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o qual elabora o conceito "habitus", definido como a inclinação da sociedade em reproduzir comportamentos. Nessa linha de pensamento, é perceptível a conexão com o projeto social capitalista brasileiro, advindo das massas dominantes dos recursos do país, e, apoiado pelo governo. Tal plano possui como objetivo manter a classe trabalhadora subordinada pela falta de incentivo ao conhecimento. Dessa forma, uma vez que o hábito da leitura é desestimulado em um indivíduo, esse, segundo Bourdieu, reproduzirá tal comportamento com seus próximos, gerando assim a almejada alienação pelas classes dominantes e a triste escassez de leitores no Brasil.


Outrossim, atrelado ao óbice supracitado, em pleno 2019 - inacreditavelmente - o governo brasileiro tenta desestimular cursos acadêmicos como filosofia e sociologia, com o objetivo de focar em cursos que rendam mais dinheiro aos alunos. Tal atitude pode der entendia como o medo de as estruturas dominantes possuírem indivíduos leitores, dotados de conhecimento e domínio de seus pensamentos na sociedade, pessoas que podem identificar a doutrinação imposta e questioná-la. Todavia, o desistímulo do ato de ler provém não somente do Estado, mas também da população em geral, o qual pode ser evidenciado por uma pesquisa Ibope, que apresenta o dado de que 67% da população estrevistada nunca foi persuadida a ler, por outras pessoas próximas. Haja vista a triste porcentagem, é necessário encontrarmos meios para a formação de mais leitores no território brasileiro.


Em suma, tendo em vista os imbróglios supramencionados em relação à lacuna de leitores brasileiros, medidas tornam- se imperativas para sanar o impasse. Portanto, urge que as escolas, por intermédio simultâneo das famílias, incentivem o hábito da leitura de maneira divertida e criativa, instruindo as crianças sobre o quanto a leitura diária é importante no seu desenvolvimento, objetivando desenvolver o prazer por ler e não por obrigação, formando, assim, indivíduos dominantes de suas capacidades sociocognitivas e, por conseguinte, atenuar a alienação das massas citadas e assim, também, aumentar-se-á a porcentagem de leitores tupiniquins. De tal modo, construiremos uma sociedade mais consciente, rica em conhecimento e exemplar do conceito socrático.

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