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A série norte americana, "Os Treze Porquês", de Jay Ashen, adaptada para a Netflix, gira em torno do suicídio de uma das personagens, Hannah Beker, que tira a sua vida em razão da discriminação e do bulling que sofria. No entanto, por mais que a série seja fictícia, ela se assemelha a realidade de vários jovens, que são desrespeitados e até ignorados por pessoas do convívio, e em consequência não recebem o devido apoio de professores ou pais, que muitas vezes ignoram o possível bulling e não tomam providências, o que dificulta a resolução dessa problemática.


Em uma primeira abordagem, vale ressaltar que desde a introdução de novas tecnologias, e das mídias sociais, as práticas de bulling e ofensas se tornaram ainda mais comuns e recorrentes, tal como via Facebook e Instagram. Sob tal perspectiva, mais de 65% dos jovens entre 10 e 19 anos já foram vitimas de bulling no Brasil, de acordo com o site G1. Esses números se mostram ainda mais assustadores quando associados às graves consequências dessas práticas, como as crises de ansiedade, baixa autoestima, depressão, e em casos extremos, o suicídio. Exemplo dessa situação pôde ser visto no caso ocorrido em Realengo, no Rio de Janeiro, em que um ex-aluno, vitima de bulling, entrou em sua antiga escola e matou 11 estudantes, antes de tirar sua própria vida.


Como desdobramento dessa temática, a falta de atenção dos pais quanto ao problema, e o despreparo de profissionais da educação para lidar com esses casos, deixa claro que o Brasil está longe de vencer tal questão. Assim, como já dizia o filosofo contemporâneo Jean Paul Satre, "não é sobre o que os homens são, mas o que eles podem se tornar", o que deixa ainda mais claro o papel dos professores e dos pais para coibir o desrespeito das crianças desde pequenos. Exemplo de atitudes contra o bulling é visto com o norte americano Brooks Gibbs, que dá palestras em várias partes do mundo, falando sobre o combate ao bulling e sobre "criar" crianças emocionalmente fortes para lidar com esses desafios, a partir do diálogo, igualdade entre todos e sobretudo respeito.


Diante desse panorama, fica evidente que medidas que solucionem ou amenizem essa problemática precisam ser tomadas. Para isso, cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Educação (MEC), administrar políticas de intolerância ao bulling, além de fornecer palestras, debates, rodas de conversas e até acompanhamento psicológico, isso administrado por estudiosos do comportamento humano, e deve abranger alunos, professores em todas escolas, tanto pública como privadas, e até a comunidade externa, como os pais dos alunos, para assim serem orientados e saberem evitar e reconhecer caos de bulling, para conseguir ajudar. Apenas assim, a história de Hannah, da série "Os Treze Porquês", se tornará apenas um reflexo de um passado distante.

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