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TEMA: MOVIMENTO ANTIVACINA NA SOCIEDADE BRASILEIRA


No século XVIII, o médico Edward Jenner, descobriu que ao inocular secreções contaminadas pelo vírus da varíola, em uma pessoa saudável, esta, apresentava sintomas brandos da doença, tornando-a, posteriormente, imune à essa. Tal descoberta, impulsionou novas pesquisas, que propiciaram, mais tarde, o desenvolvimento de novas vacinas, atuantes na prevenção de diversas outras doenças. Embora este tenha sido um grande salto para a humanidade, com o avanço do movimento antivacina, inúmeros pais, negam-se a vacinar seus filhos, trazendo, deste modo, prejuízos inestimáveis à saúde pública. Desta forma, faz-se necessário colocar em pauta, as causas e consequências a cerca desta problemática.


A priori, enfatiza-se que, A Revolta da Vacina, surgiu no Rio de Janeiro em 1904, após o governo federal, decretar a vacinação obrigatória contra a varíola. Logo, pessoas foram às ruas protestarem, uma vez que, como as vacinas eram desconhecidas pela sociedade civil, acreditavam que esta, era uma estratégia para dizimar a população pobre da região. A partir deste contexto, inúmeras fake news a cerca do assunto, foram surgindo, principalmente após a divulgação de um estudo realizado em 1998, pelo médico Andrew Wakefiels, que associava a vacina tríplice viral, com a incidência de autismo. Sua tese foi amplamente divulgada pela mídia, porém, sua teoria foi derrubada, após a realização de pesquisas que contradiziam seus estudos. Logo após, Andrew perdeu sua licença médica, visto que, tais documentos, colocaram a vida de muitas pessoas em risco.


Ressalta-se ainda que, a vacina possui eficiência cientificamente comprovada, sendo uma importante estratégia de saúde pública, pois, diminui de forma significativa, a mortalidade, principalmente infantil. Entretanto, com a divulgação de notícias falsas sobre os efeitos colaterais das vacinas, o movimento antivacinação, tem ganhado muitos adeptos hodiernamente, devido à falta de conhecimento, ou, até mesmo, as falsas informações, logo, a volta de doenças erradicadas, surge como consequência do ato. O sarampo, por exemplo, devido a vacina, teve o número de casos reduzido em até 80%, segundo a OMS, porém, com à hesitação vacinal, os casos voltaram a crescer novamente. Nota-se, então, que o movimento coloca em risco, toda a população mundial.


Irrefutavelmente, a abordagem em questão, prejudica a sociedade como um todo, portanto, essas vertentes precisam ser desconstruídas. Destarte, concerne à mídia – que possui relevante influência sobre o mundo – promover, através de seus conteúdos midiáticos, debates em horário nobre, que visem sanar possíveis dúvidas sobre a vacinação, bem como, fomentar sobre a importância do ato, com o objetivo de se promover uma nova ideologia. Ademais, paralelo a esta medida, o Ministério da Educação, deve instituir, como pré-requisito para matrículas escolares, o cartão vacinal da criança em consonância com o calendário de imunização do Ministério da Saúde, tanto para incentivar a vacinação, quanto para evitar epidemias nas escolas, a fim de que esta problemática de cunho social, torne-se cada vez menos recorrente na sociedade brasileira.

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