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Tema: caminhos para combater a evasão escolar no Brasil


A Magna Carta brasileira, de 1988, garante o direito à educação à criança e ao adolescente. Todavia, a prática deturpa a teoria, uma vez que os casos de evasão escolar, no Brasil, são considerados uma problemática social, a qual não envolve apenas os alunos, mas também instituições educacionais e, certamente, a família. Dessa maneira, esse impasse revela, entre suas faces mais perversas, um retrocesso no que tange ao direito preconizado pela constituição necessitando, assim, analisar as razões, além dos muros da escola, as quais corroboram para o abandono dos estudos.


Em primeiro plano, vale ressaltar que o desinteresse do aluno para com os estudos é um fator determinante para o aumento dos casos de evasão escolar. Isso se dá pelo fato de que os jovens não se sentem incentivados nem pela escola, a qual não apresenta condições favoráveis para o estudo, como infraestrutura e corpo docente capacitado, nem pela família, a qual deveria incentivar cada vez mais o estudo, acabar por cair na negligência. Nesse contexto, esses pretextos distorcem com a perspectiva funcionalista de Durkheim, a qual afirma que a escola e a família são bases para formação cidadã, caso uma dessas esteja fragilizada, a concretização da cidadania é falha.


Além disso, é importante ressalvar que a escola é um local onde se reproduzem práticas sociais, como respeito e convivência em sociedade. Entretanto, essa construção no indivíduo é adulterada quando esse não obtém uma frequência escolar regular, ou seja, o abandono da instituição. Nesse cenário alarmante, a entrada no mundo da criminalidade, a gravidez precoce ou a necessidade de trabalhar ainda cedo contribuem para formação cidadã deturpada desses jovens. Desse modo, o estudante que deixa a sala de aula, pode, muitas vezes, não ter motivação ou mesmo condições para voltar a essa, contrariando, assim, a Lei das Diretrizes e Bases da Educação, a qual dispõe que faltas sem justificativas ferem os direitos das crianças e dos adolescentes.


Infere-se, pois, que a evasão escolar é um impasse que se caracteriza como um ferimento não só da Constituição Federal, mas também no que tange a cidadania do indivíduo. Nesse sentido, Paulo Freire, educador brasileiro, defende que a "cultura do aluno" é a chave para a sensibilização educacional. Portanto, urge o papel da escola, que é a instituição formadora da capacidade intelectual do jovem, em promover uma aliança com as famílias, por meio de reuniões, já que são importantes eventos para contato pessoal e comunicação, as quais discutam os motivos e circunstâncias que se encontram os discentes, com o intuito de horizontalizar o processo incluindo as famílias dos alunos, uma vez que a mudança pode ser iniciada dentro de casa, compreendendo, assim, a realidade de cada indivíduo, para possíveis soluções. Com efeito, um corpo escolar atuante no cotidiano do aluno somado a presença da família, juntos, diminuirão os casos de evasão escolar no Brasil.

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