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Na famosa série chamada "The good doctor", um médico vence todas as barreiras impostas por sua condição de portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), para ser reconhecido como capaz de exercer sua profissão. Fora das telas, o preconceito contra portadores de tal síndrome é algo comum motivado, sobretudo, pelo desconhecimento das características do autismo e de como lidar com pessoas autistas, o que leva ao questionamento da validade prática da lei que elucida os direitos dos portadores, uma vez que sua aplicação não é vista a perpassar integralmente da teoria para a realidade.


A princípio, é necessário saber que se estima que haja, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70 milhões de pessoas com autismo. Fora isso, há incontáveis casos de indivíduos que portam o TEA, no entanto desconhecem os sintomas, pois há pouco tempo incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, que faz com que crianças sejam tratadas como doentes e incapazes por desconhecimento da atuação diferente do cérebro de um indivíduo acometido pelo autismo, o que faz com que haja uma dificuldade no diagnóstico precoce e, consequentemente, o retardo no desenvolvimento das crianças tornando-as adultos inseguros e afastados do convívio social.


Além disso, a falta de políticas públicas eficientes em prol da população autista deixa a desejar, uma vez que incorporam uma lei para garantir os direitos de tais pessoas, porém não efetivam as ações a fim de zelar pelos direitos garantidos na lei, uma vez que não oferecem suporte adequado e nem viabilizam o conhecimento do TEA na população desconhecida da síndrome pois, assim como citou o filósofo iluminista Voltaire, "O preconceito é opinião sem conhecimento".


Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver tal problemática. Começar com a promoção de debates e campanhas de alerta feitas pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação por meio dos veículos de comunicação e digitais, além de debates conjuntos nas escolas efetuados pelos professores a fim de aumentar a visibilidade da síndrome e também permitir a ampla participação cidadã e o acolhimento dos portadores do TEA. A partir disso, então, um autista se sentirá acolhido o suficiente para saber que ele poderá se tornar quem quiser ser sem restrições e discriminações e atuar em qualquer profissão. Deste modo, então, a teoria terá passado, enfim, para a realidade.



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