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Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), existe um caso de autismo para cada 160 crianças no mundo. Este dado indica a dimenção dessa doença, e com isso vem a necessidade de representatividade de tal parcela da população. No Brasil, além da dificuldade de classificação e escassez de informação científica a cerca da patologia, existem entraves relacionados a capacidade do sistema educacional e conscientização da população.
A priori, o desafio é reconhecer, diagnosticar e definir um prognótico para o afetado. Haja vista que, o transtorno do espectro autista (TEA) possui ao menos três níveis, os quais se manifestam afetando o comportamento e a linguagem de diferentes maneiras. Dessa forma, incluir um autista na educação regular acaba sendo feito "somente no papel", pois a partir do momento que a análise profissional não acontece, tanto pais quanto escola entram no campo do achismo. Assim, pelo desconhecimento dos profissionais da educação em como lidar de maneira específica com o tipo de manifestação da doença, uma das esferas mais importantes da vida em sociedade não é garantidade, efetivamente, ao indivíduo com TEA.
Também, é notório o preconceito e a posição de incapacidade que a própria sociedade direciona ao autista. Sendo ambos oriundos da falta de informação sobre o espectro. Visto que, até pouco tempo falar de autismo era uma espécie de tabu, bem como outra doenças. Fruto disto, é comum, ainda hoje, ouvir desinformados classificando uma crise como birra. Tal postura é ainda mais danosa quando vinda da própria parentalidade, pois ao passo que a sociedade rejeita e a família não intende o afetado pelo TEA, o autismo tende a piorar.
Portanto, em meio a tantos desafios destacam-se, a natureza volátil da doença, a incapacidade do sistema educacional acolher o autista e a falta de informação a cerca deste. Sendo assim, no sentido de atenuar a problemática, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e Cultura devem reformular o modus operandi das escolas diante do TEA. Para tal, uma grade multidisciplinar de especialistas deve ser escalada para criar um guia sobre como proceder com os casos mais recorrentes, para professores lidarem com alunos dessa natureza, além uma plataforma online de rápida resposta deve ser estruturada para os casos mais específicos. Tal medida visa garantir, efetivamente, a inclusão prevista por lei do aluno autista no ensino regular, permitindo-o construir sua identidade no seio escolar, de maneira que seu professor esteja munido de informação e capacitação para guia-lo.

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