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Segundo Manuel Bandeira, poeta modernista brasileiro, em seu poema "Evocação do Recife" retrata o prestígio dado à sintaxe lusíada em detrimento da língua falada pelo povo. Dessa forma, depreende-se a linguagem como estrutura de poder e dominação, uma maneira de exclusão social, pois existe uma diversidade no Brasil, mas não há o cultivo das diferenças. Assim, é fulcral a mudança para mitigar intolerâncias relacionadas com a forma de comunicar-se.
Em um primeiro plano, a comunicação entre os indivíduos é um mecanismo de domínio e, em geral, aqueles que possuem desenvoltura com a mesma podem, de certo modo, persuadir pessoas, porque constante ao filósofo Foucault, o poder volta-se para o homem não com a intenção de reprimí-lo, mas a de adestrá-lo. Nesse contexto, observam-se momentos, sobretudo na literatura, em que personagens dotados de boa oratória podem conduzir pensamentos e ações, conforme o livro "A Revolução dos bichos" de Geroge Orwell, no qual o personagem "Garganta" discursa falácias induzindo os demais animais do bando. Dessa maneira, ratifica-se a presença de diversos "gargantas" no Brasil, haja vista que devido a discriminação linguística milhares de pessoas, em especial os nordestinos, são estimulados a tomada de decisões, sendo constantemente amordaçados, pois a língua se reproduz como poder e aqueles que a dominam reproduzem intolerâncias contra dos rechaçados.
Outrossim, há quem considere que o código linguístico deve ser padronizado, principalmente nas escolas, porque acreditam que elas devem propagar e instituir regras no falar- norma padrão- domesticando as crianças desde a infância no tangente ao modo correto e errado das pronúncias silábicas. Em contrapartida, o Brasil é uma nação marcada pela miscigenação e diversidade cultural, sendo a língua, por conseguinte, o maior exemplo, uma estruturatrutura de identificação, existindo diferentes modalidades de "falar". Nesse mesmo cenário, parafraseando o filósofo Nicky Couldry, o direito da voz tem sido ignorado, perpetuando paradigmas e excluindo as possibilidades linguísticas. Portanto, faz-se precípua a mudança dessa crise da voz para aumentar a pluralidade e a possibilitar que possam ser ecoadas as vozes dos brasileiros, ou melhor, os "falares" pelos quatro cantos das terras tupiniquins.
Em vista disso, observa-se que pluralidade linguística promove relações de poder e crise da voz. Para reverter isso, a Escola deve ampliar discussões, projetos de semanas culturais os quais abordem as diferentes formas de falar do país, por meio da contação de histórias e pesquisas sobre a origem das palavras, como também, peças teatrais com a temática das modalidades das pronúncias diversas entre os estados brasileiros, porque é uma ação eficiente de comunicação e interagir, a auxiliar que jovens conscientes e empáticos possam ser "construídos" em seu entorno. Assim, os jovens serão impactados e, consequentemente, usarão a língua como mecanismo de união e não mais de rechaço, conforme era observado na obra de Manuel Bandeira.
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