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Os perigos das Fake News na era da informação

"Se aconteceu é fato. Se é mentira, é fake". Essa é a frase que aparece num comercial de televisão da Rede Globo. Entretanto, a necessidade de se fazer tal propaganda jornalística revela o nível de gravidade que há na disseminação de notícias falsas. Diante disso, é indispensável uma análise em relação aos impactos sociais causados pelas "Fake News", além de trazer à tona os entraves relacionados ao problema em questão.
De início, convém ressaltar um fato intensificador do problema. Os avanços tecnológicos, provenientes da Revolução Industrial, permitiram o acesso à internet. Essa, por sua vez, facilitou as trocas de informação em grande escala. Com isso, desencadeia-se a propensão para a criação de conteúdos, além da rapidez da divulgação em massa. Desse modo, vê-se que o uso indevido da tecnologia existente tem sido a base da problemática abordada.
Além disso, não se pode deixar de considerar que a comunicação não distorcida, defendida pelo sociólogo Harbemas, é aquela em que o emissor deve ser sincero no que diz e não tentar enganar o receptor. No entanto, essa não tem sido a realidade vigente, haja vista que a disseminação de notícias falsas e mal intencionadas tem causado prejuízos para a integridade da pessoa humana. Exemplo disso, inclusive divulgado nacionalmente nos jornais de televisão, foi a propagação de um relato enganoso em que, supostamente, uma mulher fazia magia negra com crianças em São Paulo. Infelizmente, a disseminação desse tipo de "Fake News" custou o direito à vida de uma pessoa inocente.
Portanto, mediante o exposto supracitado, medidas fazem-se necessárias para a erradicação dessa prática assoladora. Em primeiro lugar, como solução imediata, cabe ao Governo ? sob forma do poder legislativo ? criar leis capazes de punir financeiramente e, dependendo dos efeitos, penalizar as pessoas responsáveis por criar e divulgar esses tipos de conteúdos enganosos, de modo a reduzir danos sociais e individuais. Aliado a isso, o Ministério da Comunicação deve usar a tecnologia a seu favor e, através do veículo midiático denominado Facebook, pode criar uma aplicação capaz de identificar uma notícia falsa e, ainda, propiciar a desmitificação do conteúdo criado divulgando a ausência de veracidade. Dessa forma, caminharemos em passos largos em direção ao ideal de Harbemas: transmitir nada além da verdade.
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