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Tema livre

Tema: O problema do preconceito linguístico em questão no Brasil.

Educação Preciosa
O livro "Preciosa" relata a história de Claireece Jones, uma jovem de 16 anos que não sabe ler, escrever, apresenta dificuldades na oratória e que, em função disso, sofre abusos constantes da sua mãe e do seu meio social. Equitativamente, a realidade de Preciosa reflete na vida de milhares de brasileiros a partir do momento que as dificuldades no combate ao preconceito linguístico tornam-se um problema tangente na sociedade. Frente a isso, as causas que fomentam esse preconceito e as suas consequências para a sociedade são os dois principais dilemas a se tratar a respeito do determinado tema.
Em primeira instância, apesar do Brasil ser um país miscigenado culturalmente, o ideal de superioridade linguística de alguns indivíduos norteia o processo de exclusão social. Consoante Marcos Bagno -linguista e filólogo- em seu livro "Preconceito Linguístico: o que é, como se faz" (1999), não existe uma forma "certa" ou "errada" dos usos da língua, visto que a mesma é mutável e a gramática normativa não inclui expressões populares e variações linguísticas. Logo, este conceito encontra-se deturpado à medida que a discriminação e o assédio linguístico encontram-se disseminados em todo território nacional. Tal fator afeta principalmente indivíduos de baixa escolaridade que, por não disporem de uma educação de qualidade ou até mesmo acesso a qualquer educação, não apresentam um dialeto culto.
Por conseguinte, essa intolerância tende a evoluir para deboches, violências físicas, verbais ou psicológicas, desenvolvendo na vítima problemas de sociabilidade pela vergonha ou medo de falar e até mesmo distúrbios psicopatológicos. A exclusão e a marginalização, por conseguinte, retiram do indivíduo a possibilidade de conquistar um emprego, um concurso ou um vestibular, visto que, segundo dados fornecidos pelo IBGE, 11,8 milhões de brasileiros são analfabetos e 3 em cada 10 pessoas são analfabetos funcionais, ocasionando um sentimento de incapacidade e desqualificação.
Impende-se, portanto, a partir dos fatores supracitados, a importância do combate à essas intolerâncias e preconceitos. Cabe ao Governo do estado juntamente com o Ministério da Educação assegurarem uma educação de qualidade, com investimento nos professores e em bibliotecas públicas. Da mesma forma, faz-se necessário que esses órgãos, juntamente com as instituições escolares, promovam palestras, debates e campanhas sobre o determinado tema, cuja divulgação pode ser feita tanto em propagandas televisivas quanto em páginas nas redes sociais. A partir disso, espera-se que, de maneira geral, as pessoas se formem e que a educação para todos os cidadãos seja Preciosa.
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