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TEMA: O aumento dos casos de ansiedade no Brasil
Durante o movimento literário modernista brasileiro nas décadas de 20 e 30, Cecília Meireles se destacou com suas análises poéticas da passagem efêmera do tempo e das frustrações humanas geradas pelo excesso de foco no futuro em detrimento do presente. Não distante disso, o conflito existencial do homem contemporâneo frente a dilemas multilaterais corrobora para casos de ansiedade, carecendo de medidas profiláticas capazes de erradicar essa problemática.
É fundamental analisar, em primeiro lugar, a posição existencialista da sociedade atual. Consoante o filósofo Jean Paul Sartre, o ser humano é fadado a escolher todas as suas ações e é inteiramente responsável por suas consequências. Assim, tamanha responsabilidade é, segundo o autor, causadora da angústia, ou seja, da preocupação gerada pela capacidade de mudanças que podem ser totalmente desagradáveis. Esse fato é precursor da ansiedade, uma vez que o medo e a insegurança formados pela necessidade de escolher a todo momento contribuem para a disseminação da angústia humana construída em um contexto individualista e cada vez mais carente de empatia e medidas reguladoras do bem estar da população.
Ademais, convém ressaltar as consequências desse dilema no Brasil. Da mesma forma que a depressão será a doença mais comum do mundo até 2030, segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade contribui para o aumento desse quadro clínico ao formar frustrações humanas em uma contemporaneidade reconhecida pelo julgamento e pela problematização das atitudes alheias. Dessa maneira, com uma sociedade movida pelos desejos e vontades, de acordo com o pensador Arthur Schopenhauer, as decepções resultadas de falhas e quebras de expectativas induzem o comportamento temeroso ao futuro e desgastante ao lidar com a insistente ansiedade no século XXI.
Ficam evidentes, portanto, os dilemas filosófico e clínico gerados pela ansiedade no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve projetar aplicações no que tange à prevenção dos casos de saúde causados por esses transtornos, criando e ampliando áreas específicas do Sistema Único de Saúde que visem informar e prevenir o desenvolvimento de casos graves de ansiedade. Por fim, as escolas e universidades, em associação com as prefeituras, podem desenvolver planos de incentivo para psicólogos para que estejam presentes em todas as instituições de ensino e empresariais do país, induzindo a orientação da população e o encaminhamento de casos de ansiedade para tratamentos eficazes para que, enfim, não haja mais conflitos temporais a esse respeito como os retratados pela poetisa moderna.
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