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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil existem cerca de 2 milhões de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social. Descrito pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra Leo Kanner e incluso na Classificação Internacional de Doenças da OMS apenas em 1993, o autismo ainda é um doença pouco conhecida, principalmente no Brasil, por isso os portadores enfrentam inúmeras dificuldades de inclusão que são ocasionadas pela desinformação da sociedade atrelado à ausência de maiores avanços nos âmbitos familiar, social e profissional.
É primordial ressaltar que o preconceito e a aversão ao que é considerado estranho sempre foram características da sociedade brasileira, como é retratado em Memórias Póstumas de Brás Cubas no qual um dos personagens se apaixona por uma mulher mas por ela ser coxa ele acaba não casando, caracterizando o preconceito que atua como chaga social. Nesse sentido, por ser uma doença vagamente conhecida, a sociedade padece de informações o que leva ao surgimento do preconceito, a dificuldade de comunicação e auxílio para uma efetiva inserção social, resultando assim no isolamento desse grupo de pessoas.
Cabe reconhecer, no entanto, que avanços nesse âmbito aconteceram como a implementação em 2012 da Lei 12.764 que assegura os direitos de pessoas com autismo. Contudo à tardia implementação da lei, após 69 anos da sua primeira descrição, contribui para o desconhecimento como também para a falta de aperfeiçoamento dessa. Tal problemática pode ser visualizada na falta de vagas de emprego para autistas, como na ausência de instituições de ensino com profissionais capacitados para receberem alunos com TEA, assim como no despreparo familiar que muitas vezes tem como consequência a rejeição por parte da família, contribuindo negativamente para a inclusão desse grupo.
Torna-se evidente, portanto, que o Brasil é um país que é desprovido de informações acerca do autismo. Para reverter essa problemática os estados e municípios devem implementar disciplinas que abordem sobre o autismo, as quais estarão presentes desde as séries iniciais até os cursos superiores, a fim de formar profissionais capacitados para atuar e reduzir a carências desses nas instituições de ensino, como também para minimizar a falta de informação na sociedade. Paralelo a essa medida, faz-se necessário o redirecionamento de impostos estaduais e municipais para criação de centros de atendimento especializados para o tratamento de pessoas com o autismo e para o estabelecimento de parcerias publico privadas, aquele com o objetivo de promover um ambiente que favoreça o desenvolvimento das habilidades de cada um, ajudando assim para inserção na sociedade, esse a fim de proporcionar a abertura de vagas de trabalho com destino aos autistas com o objetivo de promover uma maior inserção nesse âmbito. Assim, o Brasil facilitaria uma maior inclusão desse grupo de pessoas.
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