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Tema: Crise dos refugiados e o papel do Brasil.
Desde o início da Modernidade, tendo como marco a Revolução Francesa e a divulgação dos direitos do homem e do cidadão, houve uma expansão da busca por direitos sociais em boa parte do mundo e entre esses, o direito a uma vida digna. Nesse sentido, a crise dos refugiados demostra o quanto esse princípio ainda é desrespeitado e o Brasil está ligado às mudanças oriundas desse contexto atual. Sob essa perspectiva, a reflexão sobre alguns aspectos faz-se relevantes, quais sejam: o papel do país nesse cenário e a intolerância nesse meio.
À princípio, é importante citar que a presença de estrangeiros no país não é uma realidade apenas atual. Desde o período da economia cafeeira, a vinda de europeus era intensa para desenvolver trabalhos nas plantações de café no eixo Rio-São Paulo. Porém, atualmente, a vinda de outros povos, como venezuelanos e sírios, não é um processo espontânea como o anterior e sim, motivado, sobretudo, por perseguições ideológicas, religiosas e violência. Contudo, apesar da crise humanitária evidente, é preciso discutir diversas questões que se desenvolvem dessa situação e que ameaçam a vida digna e o respeito à esses indivíduos em território brasileiro.
Seguindo essa ótica, diversos casos atuais divulgados pelos telejornais, como aproveitamento da situação vulnerável dos refugiados para envolvimento desses em trabalhos precários, sem garantias trabalhistas, levando à exploração, assim como as entradas ilegais pelas fronteiras comum com a chegada de venezuelanos no Norte do país, em viagens clandestinas e sem qualquer segurança, corrobora o pressuposto dos efeitos da crise humana que pode desencadear sérias problemáticas no país. Ademais, aliado à isso, ainda há a xenofobia, prática preconceituosa contra o outro. Ao exemplificar tal fato surge a ideia das inúmeras denúncias de conflitos entre população e refugiados em cidades fronteiriças como Roraima, com base na intolerância, confirmando o preconceito existente.
Ainda assim, de acordo com a Constituição de 1988, a xenofobia e o desrespeito contra a pessoa humana é crime e deve ser combatido. Porém, na prática, esse ideal ainda não é totalmente efetivado. Esse fato ameaça a imagem do país nesse contexto de proteção a vida, uma vez que estimula tais problemas caóticos. Nesse sentido, Pierre Bourdieu afirma que o desrespeito à dignidade humana, está, sobretudo, na perpetuação do preconceito contra o outro. Dessa forma, é necessário corrigir essa situação com medidas eficazes.
Portanto, é preciso que o Estado, junto ao Ministério do Trabalho, busque mitigar a exploração através de fiscalizações e com a criação de programas para inclusão desses em trabalhos regularizados nas cidades de maiores refúgios, combatendo práticas desumanas. Além disso, é necessário que o governo busque apoio da ONU e cobre ajuda aos países focos, envolvendo discussões para combate aos problemas sociais graves, evitando a extensão das crises. Some-se a isso, escolas e TV abordando o tema, difundindo o respeito em projetos e campanhas, buscando a empatia entre a população, para que, de fato, o Brasil possa reforçar seu papel em prol da vida humana.
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