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Após a primeira transfusão de sangue entre seres humanos, realizada na Europa no século XIX, avanços e estudos ganharam força no aprimoramento e desenvolvimento desse campo de estudo. O Brasil apesar de possuir um grande número de doadores de sangue, não consegue suprir as necessidades de todos que dele precisam. Esse fato se dá não só pelo aumento na demanda relacionada aos avanços medicinais, mas também pela burocracia instaurada à grupos específicos de possíveis doadores.
À medida em que a medicina avança, a procura por sangue disponível nos hemocentros aumenta, pois esta relaciona-se diretamente à descoberta de novos procedimentos cirúrgicos, uma vez que a maioria dos procedimentos envolvem perda sanguínea. Culturalmente, a maior parte dos brasileiros não possuem o hábito de doar sangue, o que agrava a situação dos estoques, infelizmente. Segundo o cantor Betinho "só a participação cidadã é capaz de mudar o país" e nesse caso: quanto mais doações, mais vidas salvas.
Todavia, mesmo que a exigência seja grande, grupos específicos são impedidos de doar sangue por premissas fundadas em preconceito. Nos anos 90, a aids foi equivocadamente nomeada como "doenças dos gays", essa estigmatização ainda reflete na sociedade, tal que uma das condições para que homos ou bissexuais doem sangue é a abstenção de relações sexuais, no intervalo de 12 meses, independente do uso de preservativo. Condição não atribuída a héteros sexuais.
Contudo, os hábitos da população associados à burocracia na doação para grupos específicos impede a elevação do números de doadores no país. Por conta dos fatos, faz-se necessário uma ação do Ministério da Saúde realizada em duas etapas. A primeira consiste na criação de um banco de dados para cadastro dos doadores, a fim de que, de forma humanizada, estes sejam acionados em caso de necessidade do seu tipo sanguíneo específico. A segunda etapa requer o alinhamento das condições para a doação, sem descriminação, além da verificação e fiscalização dos hemocentros para que estes não descumpram a proposta. Tais ações visam equiparar o número de doadores ao da demanda brasileira de sangue, uma vez que a necessidade tende a crescer nas próximas décadas.
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