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OS PERIGOS DAS FAKE NEWS NA ERA DA INFORMAÇÃO

Durante a Revolução Francesa, uma série de propagandas políticas deliberadamente falsa foram espalhadas denegrindo a imagem de Maria Antonieta. Mais tarde, rebeldes movidos pelo ódio causado por essa divulgação, executaram a rainha em praça pública. Nesse contexto, é possível perceber que as fake news não são um problema recente na sociedade, assim, torna-se indispensável a discussão acerca dos fatores corroborantes a essa situação, para que seja possível compreender as consequências desse problema.
A priori, é necessário entender as causas que tangem diante à problemática. Nesse sentido, as fakes news tornaram-se uma fonte de dinheiro para sites que publicam notícias com títulos exagerados, atraindo o clique dos leitores. Logo, acontece a formação de um "mercado de notícias", indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global. Dessa maneira, forma-se uma sociedade alienada por restringir o seu campo informacional, gerando uma massa ainda mais manipulável e suscetível a promessas utópicas, como é o caso das propagandas enganosas pela internet.
É importante pontuar, ainda, que as fake news são um caso de saúde pública. Recentemente, inúmeras campanhas e publicações anti-vacina de conteúdos falsos foram espalhadas nas redes sociais, criando mitos em relação à saúde e ressuscitando doenças antes extintas no país. Assim, boa parte da população, baseada em informações incorretas, deixou de levar seus filhos para vacinar. Fato é comprovado por uma pesquisa feita pela OMS, na qual o Brasil atingiu seu pior índice de vacinação nos últimos 16 anos.
Destarte, a adoção de medidas cujo objetivo seja contornar essa realidade torna-se imprescindível. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver um canal de verificação na internet contra fake news. O objetivo desse canal é tirar dúvidas da população sobre notícias que tenham um caráter duvidoso, desmitificando mitos e evitando que as pessoas deixem de cumprir com sua rotina de vacinações. Ademais, concerne às redes sociais desenvolver um algoritmo, a partir do investimento em pesquisas, capaz de detectar a veracidade da informação no momento da publicação, devendo excluí-la em casos negativos, a fim de reduzir a quantidade de fake news e proteger a comunidade de conteúdos falsos. Assim, será possível construir uma sociedade livre de alienação e de doenças antes já extintas.
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