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O renascer na doação de órgãos
A morte para muitas pessoas significa uma passagem, um estágio ou um fim, para outras, uma nova oportunidade de viver. O transplante de órgãos é o procedimento no qual um órgão doente é substituído por um sadio. A doação requer autorização dos familiares do doador, quando este é diagnosticado com morte encefálica e no caso de doação em vida, é realizada entre parentes até o quarto grau ou mediante autorização judicial. Entretanto, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a taxa de doadores efetivos, bem como a realização do procedimento vem caindo nos últimos anos, em contrapartida, o número de pessoas na fila só tem aumentado.
Em primeiro plano, a falta de esclarecimento a respeito do assunto faz com que muitos familiares se oponham a doação. A questão cultural, ética e religiosa, pode influenciar de forma significativa na maneira como os indivíduos encaram a doação de órgãos. Com isso, os familiares diante da tomada de decisão acabam optando por não doar no sentido de evitar um conflito familiar, religioso e até mesmo ético. Tal fato gera sofrimento e diminui as chances de vida para muitos em que o transplante é a única forma de sobreviver.
Da mesma maneira, a precária infraestrutura hospitalar, a carência de profissionais especializados e capacitados e a falta de transportes dificulta e causa desperdícios na realização de transplantes. O envelhecimento da população, o aumento da incidência de doenças crônicas como a obesidade, hipertensão, diabetes, que dependendo da evolução, podem comprometer órgãos, fazendo-se necessária a realização de transplante e, com isso, acabam propiciando um crescimento nas filas de espera.
Diante do exposto, urge uma melhoria tanto na questão de infraestrutura e recursos humanos quanto na propagação de informações e esclarecimentos acerca da doação de órgãos. Cabe, portanto, ao governo, promover maior investimento nos hospitais, na capacitação de pessoal, no fornecimento de transportes, visando o aumento no número de transplantados. O Ministério da Saúde através dos profissionais da área, ao desenvolver mais campanhas e palestras nas unidades de saúde, escolas, universidades sobre o procedimento e sua importância, proporcionaria um melhor entendimento sobre assunto e, consequentemente, promoveria uma maior aceitação ao sistema nacional de transplantes e também uma ampliação no número de doadores, salvando, dessa forma, milhares de vidas.
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