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Tema: as consequências do sedentarismo infantil na atualidade
Em meados do século XX, o poeta Carlos Drummond de Andrade escrevera em seu poema ,"No meio do Campinho", sobre a existência de uma pedra que era considerada um obstáculo no decorrer da vida do ser humano. Na contemporaneidade, no entanto, essa relação materializa-se, com acentuada coerência, no quadro de sedentarismo presente na infância, o qual se encontra como um empecilho na construção de uma sociedade ideal. Sob essa perspectiva, infere-se que tal panorama persiste intrinsicamente na realidade brasileira, como subproduto da ineficiência do Estado e a compactuação da população.
Em um primeiro, sob a ótica sociopolítica, a dificuldade de superar o crescendo índice de sedentarismo infanto-juvenil é facilitada pela displicência operacional do Estado, que não disponibiliza suportes infraestruturais e burocráticos eficientes. Esse fato decorre do esfacelamento do Poder Público que secundária as pautas relacionadas à saúde em detrimento de interesses subjetivos que visem a perpetuação do político no poder. Nesse contexto, a escassez de campanhas públicas que estimulem o exercício físico aliadas aos poucos lugares ,gratuitos, disponíveis para essa prática perpetuariam a problemática ainda que, segundo especialistas da OMS, a busca por atividades físicas fossem elevadas. Dessa maneira, esse quadro de má administração governamental acaba auxiliando para o sedentarismo nos jovens e, consequentemente, em uma série de maléficos a saúde destes, tais como o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes.
Ademais, em uma segunda análise, a redução no número de crianças sedentárias encontra como um obstáculo a compactuação da sociedade. A gênese desse fato decorre de pais que passam coercitivamente os seus hábitos para os seus filhos, o qual, na maioria das vezes, estão ligados a alimentação calórica, falta de exercícios físicos no cotidiano e a utilização, demasiada, de tecnologia no dia a dia.Posto isso, tal conjuntura relaciona-se com a premissa defendida por Michael Foucault, em sua teoria da Normalização, na qual afirma que certos comportamentos e ideias são considerados naturais, por meio de intensa repetição no cotidiano do indivíduo. Dessa forma, percebe-se que os hábitos de vida realizados pelos adultos são passados as crianças, que consideram que ter uma rotina com pouca atividade física e com intenso uso de tecnologia é algo normal para o ser humano, gerando, desse modo, uma série problemas à saúde desses jovens.
Torna-se evidente, portanto, que a compactuação da sociedade e a precarização do Poder Público constrói e auxiliam no quadro de sedentarismo no país. Ao objetificar a imprescindibilidade da superação desse panorama, o Poder Executivo Federal além de criar campanhas educacionais- com amplo apoio midiático- deve criar espaços públicos para a realização de atividades físicas, a fim de propagar e estimar as práticas de exercícios na vida da população, melhorando, assim, o sedentarismo e as consequências que ele traz. Outrossim, as escolas devem disponibilizar maior carga horária para as aulas de Educação Física, além também de desenvolver competições esportivas nas escolas que vissem estimular os exercícios, desde cedo, na vida nos jovens e, desse modo, diminuir o índice de sedentarismo no país e as doenças relacionadas a ele. Consequentemente, com o alcance e eficiência dessas ações, a pedra que se encontra no caminho poderá ser retirada.
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