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Relatada no filme "Cazuza- o tempo não para", que apresenta a trajetória do aclamado cantor como portador da aids, a luta contra doenças sexualmente transmissíveis no século passado resultou em diversos avanços no campo da medicina. Não obstante tais progressos, dado que essas doenças tornaram-se banalizadas socialmente, as DST's continuam a crescer no século atual, principalmente entre os jovens brasileiros, o que demanda enfrentamento urgente.
Nessa perspectiva crítica, cabe desconstruir o positivismo de August Comte: para ele, a sociedade naturalmente seguiria rumo ao progresso, contrapondo o evidente caminho percorrido, pois em pleno século XXI, com diversas profilaxias e formas de tratamento para doenças como aids, sífilis e gonorréia, os casos dessas infecções aumentaram pungentemente, o que representa retrocesso. Tal contradição seria explicada pela ausência de medo dos jovens em contrair essas patologias, visto que hoje pessoas soropositivas podem conviver com o vírus e os antibióticos para o tratamento da gonorréia são acessíveis, por exemplo. Vale ressaltar que, esta condicionante advém também como fruto dos movimentos de contracultura, que têm como características a promiscuidade e o hedonismo, refletindo na juventude brasileira a busca de um sexo prazeroso, o que banaliza o uso do preservativo, a principal profilaxia para enfrentamento das DST's.
Ademais, infecções sexualmente transmissíveis, são, em razão do seu meio de proliferação, assuntos considerados "tabus" na sociedade. Outrossim, como previsto no Fato Social, de Durkheim, que exprime a ideia de controle social sobre o indivíduo, com enfoque nos jovens, pode-se inferir uma grande sanção social sob pessoas que sofrem dessas doenças, criando receio na realização de exames que verifiquem a presença de tais como também minimizam a difusão de informações acerca dessas, peça chave para combate das DST's.
Em uma análise final, conclui-se, portanto, ser imprescindível a tomada de decisões de cunho reversível no cenário atual. Para tal, o Ministério da Saúde juntamente com o Governo Federal, deve ampliar a quantidade de campanhas, com foco nas redes sociais, e comerciais e transmiti-lá durante todo o ano - não somente no carnaval -  a fim de alertar a população quanto aos cuidados necessários, principalmente no uso de preservativos, os sintomas e a importância de ter um acompanhamento médico. De mesmo modo, as instituições de ensino devem promover palestras com a presença de profissionais de saúde, professores e alunos, com uma abordagem objetiva no intuito de estimular a consciência dos jovens quanto ao sexo seguro como também de desmistificar socialmente as DST's, o que facilita sua abordagem e combate. Assim, espera-se que Cazuza seja somente a memória de uma patologia erradicada.


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