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Na sociedade contemporânea, discussões visando o assunto "Fake News" são sempre polêmicos, notícias falsas são divulgadas por mídias sociais e tradicionais a todo momentos, mas, veiculadas na internet com o propósito de manipular pessoas e eventos. Elas também estão ligadas ao sensacionalismo, que visa chamar a atenção e obter "likes" para gerar lucro. Mas, "fake news" existe há anos, desde à época onde não havia tecnologia como hoje em dia, porém, com um poder de propagação muito grande, tornando-se um problema.

Procópio foi um historiador bizantino do século 6 que escreveu um texto secreto chamado "Anekdota" e lá já espalhava notícias falsas. Pietro Aretino (1492?1556), jornalista e aventureiro, é considerado o principal difusor de notícias falsas. Em 1522, ele escrevia poemas curtos, sonetos, e os grudava na estátua de um personagem chamado Pasquino, em Roma. Ele difamava a cada dia um dos cardeais candidatos a virar papa. Hoje em dia, com a tecnologia, "Fake news" elegeu indiretamente até mesmo o atual presidente dos USA.

A relevância de notícias falsas aumentou em uma realidade política "pós-verdade". Essas notícias, quando não patrocinadas por motivos políticos, são financiadas pela "indústria de cliques", criada pelas grandes plataformas de propaganda digital. Elas são geralmente apelativas emocionalmente, ou reforçam algum ideal político ajudando a reforçar crenças e por isso são amplamente compartilhadas e comentadas antes mesmo que os usuários chequem as fontes das notícias. Um dos conceitos filosóficos de Francis Bacon afirma que o comportamento do homem é contagioso. Podemos ver esse conceito sendo perfeitamente aplicado na distribuição deliberada de conteúdos falsos e boatos pela internet, sem levar em conta e veracidade dos fatos publicados. Esse comportamento, conforme permanece a ser reproduzido, torna-se enraizado e frequente.

Logo, se faz necessária a criação de ações que auxiliem a população a identificar notícias falsas, pois elas só ganham visibilidade e destaque quando compartilhadas por um grande número de pessoas. O Estado deve criar um comitê para checar informações falsas veiculadas na internet, informando a empresa responsável pela hospedagem do site, e bloqueando a fonte de renda dos mesmos. A sociedade deve colaborar capacitando os cidadãos, através de oficinas e cursos gratuitos, a identificar e filtrar conteúdos falsos na web. Cabe as mídias sociais auxiliarem seus usuários, conscientizando quanto ao compartilhamento de boatos e mentiras na rede, denunciando essas notícias falsas como spam e punindo os autores com o bloqueio de suas contas nas respectivas redes sociais, para, assim, reter o fluxo de notícias falsas na internet, visando o bem-estar da sociedade como um todo.


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