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Na Grécia Antiga, as relações homoafetivas eram vistas com normalidade, sendo inclusive supervalorizadas. Com o passar do tempo, construções culturais e religiosas, sobretudo da idade média, passaram a condenar o homossexualismo, pondo-o como uma forma de pecado e até doença. Mesmo com avanços, construções históricas e a intolerância vigente são imbróglios na luta pelo respeito aos LGBTIs.
De fato, importantes órgãos reprovaram por muito tempo a homossexualidade. Até 1991, por exemplo, a OMS a considerava uma doença e, indubitavelmente, isso perpetuou preconceitos, uma vez que se trata de uma instituição relevante. Assim, o posicionamento tardio de organizações, bem como da mídia e do próprio Estado, é uma das causas da homofobia que, reproduzida, ainda é uma pedra no caminho da dignidade humana.
Ademais, estando perpetuada, a intolerância dificulta a vida da comunidade LGBTI e, não raro, a mata. Segundo pesquisa da OutNow, especializada em dados referentes à comunidade, 33% das empresas não colocariam homossexuais ou travestis em cargas de chefia, independente de seus currículos. É evidente, portanto, os prejuízos da homofobia, inclusive no meio profissional. Outrossim, mesmo em lugares que deveriam ser inclusivos, como o lar e a escola, esse grupo sofre retaliações, assim como violências físicas e morais.
Torna-se tácita, portanto, a necessidade de se sedimentar a nefasta homofobia. É mister que o legislativo trabalhe em leis mais severas e específicas, que prevejam multas para as empresas em casos de homofobia, e que o executivo faça cumprir as leis já vigentes de proteção aos homossexuais. Além disso, o Governo Federal, em parceria com os Estaduais, podem criar delegacias especializadas, com psicólogos e, inclusive, profissionais LGBTIs, para que as vítimas se sintam mais seguras em procurar ajuda e denunciar. Por fim, escolas e universidades devem promover o diálogo entre alunos e pais, baseados no pressuposto do respeito às diferenças, através palestras e rodas de conversa, quebrando preconceitos, enquanto é dever da mídia, em suas produções, dar representatividade à comunidade e valorizá-la.
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