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Tema: O crescimento da obesidade no Brasil

Em meados do século XX, a base doutrinaria estabelecida pelo poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão da saúde no Brasil, perpassando pela alto índice de obesidade presente na contemporaneidade, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a ineficiente gestão estatal e a inação e compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse panorama.
Em primeiro plano, sob a ótica sociopolítica, a redução no número de casos de obesidade no país é dificultada pela displicência operacional do Estado, que não disponibiliza campanhas de conscientização eficientes para a população. Esse fato decorre do esfacelamento do Poder Público, que secundariza pautas sobre a obesidade em detrimento de interesses subjetivos que visem a perpetuação do político no poder. Essa realidade ilustra com precisão aquilo que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman refletira acerca do Governo Neoliberal, o qual, tem como prerrogativa inerente a busca pela satisfaço do Mercado e das relações fisiológica de poder, e, para tanto, alertar a sociedade sobre os malefícios que uma má alimentação pode trazer não parece ser uma boa estratégia, haja vista que vai contra as vontades dos grandes empresários de "Fast-food" que apoiam o governo.Dessa forma, fica notório que uma melhoria na gestão estatal é imprescindível para desfazer esse quadro que vem aumento cerca de 11% ao ano, segundo dados da OMS.
Ademais, em uma segunda análise, a dificuldade de superar o crescente índice de obesidade no Brasil é fomentada pela compactação e a inação dos indivíduos. A gênese desse fato decorre de uma sociedade que, desde a Segunda Revolução Industrial, foi culturalmente doutrinada a consumir, demasiadamente, produtos alimentícios com alto teor calórico, o que acabou acarretando um quadro de sobrepeso em cerca de 58% da população, segundo pesquisas feita pelo IBGE. Essa conjuntura relaciona-se com a premissa defendida pelo filósofo Karl Marx, de que a sociedade capitalista é estrategicamente formada para consumir sem racionar criticamente sobre o que está consumindo. Dessa maneira, o corpo social não se manifesta a favor de melhorias em relação aos seus hábitos alimentares e, consequentemente, sobre a obesidade que vem crescendo na atualidade, o que acaba normalizando-a e neglicenciado-a.
Torna-se evidente, portanto, que a compactuação da sociedade e a precarização do Poder Público constrói e auxiliam no quadro de obesidade no país. Ao objetificar a imprescindibilidade da superação desse panorama, o Poder Executivo Federal deve criar campanhas educacionais - com amplo apoio midiático- alertando toda a população sobre os riscos que uma alimentação não saudável pode trazer a saúde do indivíduo , a fim de que ,assim, a população passa ter consciência sobre o que está ingerindo e melhorar seus hábitos alimentares. Além disso, as escolas -em parceria com ONGs- devem ministrar palestras e debates, para os alunos, abordando a problemática em questão, no intuito de criar um senso crítico, desde cedo, sobre o que está consumindo. Nesse contexto, as instâncias de ensino também devem disponibilizar mais horas para as aulas de Educação física, para estimular a prática de exercícios no cotidiano dos jovens, com a finalidade de combater o sedentarismo, uma das principais causas que ajudam no desenvolvimento da obesidade, melhorando ,dessa forma, os crescente índice de sobrepeso no Brasil. Consequentemente, com o alcance e eficiência dessas ações, a mudança proposta por Bertolt Brecht poderá ser uma realidade.
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