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Tema: Desafios para valorizar a mulher negra.

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é semelhante a um organismo biológico, por ser constituída, assim como esse, por partes que interagem entre si. Logo, para que esse corpo não entre em colapso, é crucial que os direitos de cada indivíduo sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, uma vez que mulheres negras são discriminadas, em razão do preconceito enraizado na população e da falta de representatividade.
Durante a colonização do território brasileiro, no século XVI, houve a imposição da cultura europeia sobre a africana, além da consolidação da estrutura patriarcal, a qual submetia a mulher perante o homem. Nesse contexto, há, hoje, resquícios dessa mentalidade de superioridade do homem branco em relação às mulheres negras. Isto é, uma parcela da sociedade, movida por preceitos machistas e racistas, discrimina mulheres afrodescendentes, em razão de as julgarem inferiores e incapacitadas de realizar atividades cotidianas.
Além do preconceito, a falta de representatividade é um fator que agrava a desigualdade. Ou seja, na mídia e nos programas de televisão não há exibição desse grupo social, bem como bonecas e brinquedos infantis não as representam ou não envolvem mulheres negras nas propagandas, tornando, por conseguinte, esse grupo periférico em relação aos demais, devido à falta de visibilidade, o que ocasiona despreocupação e estímulo à intolerância, além de ocasionar sentimento de inferioridade.
Torna-se evidente, portanto, a premência em reestruturar os princípios dos cidadãos, objetivando tornar a sociedade coesa e equilibrada, como proposto por Durkheim. Para tanto, cabe à mídia, em conjunto do governo federal, promover campanhas de conscientização, nos veículos de comunicação e em outdoors públicos, nas quais será exemplificada não só a importância das mulheres negras na consolidação da cultura brasileira atual e a necessidade de maior representatividade, mas também que discriminação é crime e todos devem ser respeitados e tratados de maneira igualitária, independente de suas origens históricas, tencionando, assim, elucidar a nação acerca dos malefícios de uma sociedade patriarcal e escravocrata. Ademais, a população deve se unir de modo a garantir a efetivação das campanhas, por meio da autorreflexão sobre o racismo e o machismo, tendo em vista previamente corrigir seus atos preconceituosos com as mulheres negras e evitar futuros.
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