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Durante a Segunda Guerra Mundial, o suicídio era um ato honrado e altruísta cometido pelos "kamikaze", pilotos japoneses que lançavam seus aviões em prédios e cidades, tirando a própria vida por causa de um propósito maior que era vencer a guerra. Atualmente, há a predominância do suicídio que seria classificado por Durkheim como egoísta, no qual o individuo tira a própria vida, pois as relações entre eles e a sociedade se afrouxam e esse não encontra mais razão para viver. Assim, ressalta-se uma combinação de fatores socioculturais que, embaralhados, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo.
Dessa forma, o pessimismo de Schopenhauer pode ser usado para justificar o aumento de 0,8% do indicie de suicídio entre os jovens desde 1980, segundo a Fasclo. Isso se dá, pois segundo esse filosofo quando as vontades individuais não são satisfeitas o individuo se torna pessimista e tal frustração é vista diariamente entre os adolescentes que comparam suas vidas com as expostas nas mídias sociais. Assim, os jovens vivem sob constante pressão para possuírem o corpo perfeito ou seguirem a profissão de mais prestigio o pode acarretar em ansiedade e distúrbios emocionais. Com isso, a desvalorização da vida se torna uma consequência do estilo de vida moderno, pois já que os jovens não conseguem seguir os padrões esses são marginalizados ao ponto de não verem mais sentido em continuar vivendo.
Além disso, o machismo vigorante na sociedade atual é um dos responsáveis por tal ato, já que segundo tal conjuntura os homens não podem procurar ajuda profissional como um psicólogo, pois isso acabaria com sua masculinidade. Assim, isso resulta em uma taxa de suicídio três vezes maior entre os homens do que entre as mulheres, segundo a Associação Brasileira de Psicologia. Outrossim, é visto a importância se falar sobre o assunto e de procurar ajuda, fato enfatizado por Maria Fernanda, especialista em saúde mental, que diz que falar sobre o suicídio não provoca o suicídio, mas pode preveni-lo.
Dessa maneira, é necessário que o Ministério da Cultura em parceria com a Mídia e com o Ministério da Educação desenvolvam documentários, propagandas e palestras escolares com o objetivo de abrir um canal de comunicação e informatização acerca do suicídio. Assim, tais medidas podem contar com profissionais da área da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras que conversem sobre os fatores emocionais que levam o individuo a cometer tal barbárie, pode haver também a presença de pessoas que tentaram acabar com a própria vida, mas ao não conseguirem procuraram ajuda e hoje estão bem, mostrando que as coisas podem mudar e acabar se matar pode não ser a única solução, além de informar os lugares que se pode encontrar auxilio, como os Caps e as ONGs, como o Centro de Valorização a Vida que funciona 24 horas.
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