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A questão da adoção no Brasil

Na Roma Antiga, era necessário que os adotantes tivessem no mínimo 60 anos, além de ser proibida a adoção por casais que já tivessem filhos consanguíneos. No entanto, já no século XXI, no Brasil, apesar de algumas das exigências serem apenas possuir 18 anos, fatores como preferência de faixa etária e questões raciais, fazem com que milhares de crianças enfrentem uma longa fila de espera até acharem uma família que os aceitem.

É perceptível o aumento no número de crianças nos abrigos. Diante disso, foi realizada uma pesquisa pelo Cadastro Nacional de Adoção (CNA), constatando que apesar do Brasil possuir cerca de 40 mil brasileiros interessados em adotar, 66% não desejam adotar irmãos e 49% não aceitam pardos ou negros. Além disso, outro fator importante para o aumento na fila de espera é a questão da idade, levando cerca de 92% dos adotantes desejarem uma criança de 0 à 5 anos. Indo contra as estatísticas, uma reportagem feita pela BBC mostrou o caso do casal Karina e Hugo, que enfrentaram o próprio preconceito após no processo de adoção de duas crianças negras de 6 anos, entendendo que família e amor são independentes da questão racial.

Em contrapartida, como forma de facilitar o processo de adoção, foi criado um novo cadastro pelo CNA, com intuito de integrar dados de todos os órgãos de acolhimento de crianças e adolescentes no país. Além disso, como forma de conscientizar a população, foi instituído no calendário nacional o Dia Nacional da Adoção, comemorado todo 25 de maio, promovendo atividades lúdicas e educacionais, a fim de alertar a sociedade sobre o processo de adoção no Brasil.

Portanto, como disse Bertolt Brecht: "Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento. No entanto, ninguém diz como são violentas as margens que o reprime". Diante disso, a Vara da Infância e Juventude deve lançar um projeto com palestras e recreação com os adolescentes junto com as famílias adotantes. O projeto será realizado primeiro por meio de vídeos e palestras sobre a questão da adoção e vise sensibilizar as famílias, logo após, uma recreação com essas crianças e adolescentes, a fim de permitir que as famílias conheçam a realidade e tenham a possibilidade de ter contato com elas, tendo uma maior probabilidade de mudarem de ideia e consequentemente, diminuir o número desses indivíduos em abrigos.
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