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Tema: Desafios na reinserção de ex-presidiários no mercado de trabalho
Após a abolição da escravidão no Brasil em 1888, inexistiu uma orientação destinada a integrar os ex-escravizados às novas regras de uma sociedade baseada no trabalho assalariado, e esses indivíduos continuaram em condições precárias de sobrevivência.Atualmente, ex-presidiários brasileiros também possuem grandes dificuldades para serem inseridos no mercado de trabalho,induzindo muitos à retornarem para as atividades criminosas.Nesse âmbito, pode-se analisar que esse revés perpetua-se na realidade do país, fruto do preconceito e da falta de capacitação profissional.
É pertinente abordar, em princípio, que o preconceito contribui para a fortificação dessa problemática.Posto isso, deve-se observar que grande parte da população possui fobia no tocante aos ex-presidiários, em razão do falho sistema penitenciário que,geralmente, pune mas não educa,logo, cria-se um esteriótipo de que esses indivíduos jamais estarão aptos à viverem na sociedade.Em consequência dessa generalização equivocada, muitas empresas evitam a contratação desses indivíduos, pois possuem receio de desprestigiar a imagem da empresa.Dessa foma, em busca de recursos financeiros para a sobrevivência, 70% da população ex-carcerária retorna ao crime, segundo dados do Supremo Tribunal Federal.
Além disso, a ausência de capacitação profissional intensifica a perduração desse impasse.Isso acontece porque o sistema econômico capitalista objetiva o lucro por meio do aumento da produtividade, dessa forma, é imposto um rol de requisitos para preencher as vagas de emprego, como cursos específicos.Por consequência disso, tal panorama inviabiliza a contratação de muitos ex-detentos, dado que, de acordo com o Conselho Nacional de Educação, 66% desses indivíduos não concluíram sequer o ensino fundamental, não se enquadrando ,dessa maneira, nas exigências de grande parte das empresas.
Ante o exposto, é irrefutável que tais fatores potencializam os desafios para inserir os ex-presidiários no mercado de trabalho.Diante disso, o Ministério do Trabalho deve instituir cotas para vagas de emprego destinadas à população ex-carcerária, mediante benefícios fiscais para as empresas, com a finalidade de garantir oferta de emprego a esse grupo.Ademais, o Governo Federal precisa destinar recursos estatais para a contratação de professores que ministrem cursos de capacitação profissional nos presídios, com o intuito de preparar os detentos para o mercado de trabalho.Dessa forma, com tais ações, esse revés tenderá diminuir no país.
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