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O Brasil não é um país preparado para acolher sua população portadora de necessidades especiais. Falta, sobretudo, educação e empatia. A grande maioria dos estabelecimentos e vias públicas são inapropriados para o tráfego e acesso destas pessoas, além de todo preconceito e julgamento que recebem da população, que muitas vezes os ofendem, humilham e lhes tiram sua autoestima.
Ser deficiente ou portador de necessidades especiais (PNE), no Brasil, é enfrentar uma difícil batalha. Não é preciso caminhar muito pelas ruas e instituições das cidades brasileiras e facilmente se percebe a carência de estrutura e preparo para dar suporte a essas pessoas. Se são deficientes físicos ou visuais, por exemplo, não há pisos táteis, rampas e elevadores para que possam praticar o direito de ir e vir, sem serem dependentes de alguém. Ou, quando essas estruturas existem, estão danificadas, mal feitas ou obstruídas por objetos, como carros e barracas, o que acaba por inutilizá-las, sem contar os inúmeros buracos nas calçadas, que muitas vezes causam acidentes. Além disso, os PNE são, em diversos casos, mal atendidos nos diferentes setores e serviços que procuram, pois a maioria dos profissionais não está bem preparada pra recebê-los, o que leva a um certo abandono desta população.
Ademais, os PNE também sofrem com o preconceito e as ofensas de algumas pessoas, que muitas vezes começa na escola com a prática do bullying pelos colegas. Essas crianças então já crescem com o sentimento de inferioridade e algumas acabam por se esconderem do mundo, não se profissionalizam por medo e vergonha do que enfrentariam nas instituições e vivem eternamente dependentes de seus responsáveis e dos benefícios do governo, por conta da falta de educação e empatia com as pessoas.
Portanto, como medida a curto prazo para resolver esses problemas, os governos municipais, através de suas Secretarias de Mobilidade Urbana e Infraestrutura, devem promover a construção e requalificação das estruturas utilizadas pelos PNE, para que possam ter acessibilidade, e fiscalizar e multar os responsáveis por danificar ou obstruir as mesmas. A longo prazo, o Ministério da Educação deve incluir, no currículo escolar e universitário, disciplinas que ensinem o respeito e o atendimento correto aos PNE, às crianças e futuros profissionais, respectivamente, para que aquelas não mais pratiquem bullying e, futuramente, respeitem as estruturas construídas para os PNE, e estes futuros profissionais estejam aptos a atendê-los. E, por fim, cabe os donos e responsáveis de empresas e instituições, o cuidado de adaptar seus estabelecimentos para que possam oferecer acessibilidade aos PNE, oferecendo-lhes independência em suas atividades diárias.
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