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Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro do século XX, afirma que o convívio social entre diversas etnias no país possui um caráter amistoso. Todavia, a desmistificação da ideia na qual o Brasil apresenta relações sociais harmoniosas revela o preconceito contra estrangeiros, como também o desrespeito à Constituição Federal. Nesse sentido, convém analisarmos as principais problemáticas desse fenômeno.
De acordo com a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a xenofobia cresceu com o agravamento da crise econômica no país. Desse modo, o contexto marcado pelo endividamento da população brasileira fomentou discursos de ódio contra haitianos, por exemplo, refugiados devido ao terremoto que assolou o país caribenho. Tal aspecto coaduna, certamente, com a proliferação de práticas racistas, assim como comprova a invalidez da tese de Darcy Ribeiro. Logo, em um Estado democrático, é inadmissível a falta de discernimento da nação ao relacionar problemas da gestão pública com a presença de estrangeiros no país.
Nesta conjuntura, a Constituição Cidadã de 1988 aponta que o objetivo fundamental da nação constitui promover o bem de todos, sem preconceito de origem. Dessa maneira, a xenofobia observada no Brasil contra pessoas nas quais possuem identidade nacional distinta, proporciona, infelizmente, o desrespeito à Magna Carta e propaga o espraiamento da periferização social dos refugiados, tal qual ocorre com outras minorias. Este cenário é retratado nas manifestações de ódio em redes sociais, como o Facebook, contra venezuelanos que ultrapassam as fronteiras em busca de melhores condições de vida. Em vista disso, torna-se inaceitável a presença de discursos xenófobos em um país no qual a efetivação dos direitos não abrange nem sequer da própria população.
Dado o exposto, o preconceito contra estrangeiros no Brasil permeia problemas sociais e jurídicos. Precisa-se, portanto, que o Governo Federa crie órgãos para fiscalizar o percentual de refugiados a fim de diminuir a morosidade da justiça, por meio do Departamento de Estrangeiros, com a presença de advogados especializados na legalização da permanência dos estrangeiros e preparados para protegê-los constitucionalmente. Espera-se, com isso, não apenas organizar a entrada de cidadãos fora da fronteira nacional, como também promover as máximas da Magna Carta.

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