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Tema livre

Tema: a ausência da igualdade de gênero no país.
Desde o início da Modernidade, tendo como marco a Revolução Francesa, cujo lema era liberdade, igualdade e fraternidade, houve uma difusão dos governos democráticos e dos direitos sociais, entre esses o direito a isonomia de gênero. Entretanto, no Brasil, essa questão ainda enfrenta diversos impasses em função do desrespeito à essa igualdade. Sob essa perspectiva, a reflexão sobre alguns aspectos faz-se relevantes, quais sejam: a perpetuação a descriminação de sexo e a inefetividade prática das leis.
A princípio, é importante citar que a sociedade brasileira foi formada sobre as bases do patriarcalismo centralizado na figura masculina. No período colonial, os antigos senhores de engenho, detinham o controle social da época e, inclusive, tanto as esposas quanto as negras escravas deveriam estar a disposição das vontades desses, sem direito a qualquer negação. Contudo, com os avanços próprios das sociedades e lutas sociais, a mulher passou a conquistar lentamente seu espaço e o direito ao respeito social. No entanto, no país, ainda é comum inúmeros casos que inferiorizam a figura da mulher na sociedade, ferindo, assim, princípios constitucionais.
Seguindo essa ótica, diversos casos noticiados pelos telejornais, como a ausência de isonomia salarial em diversas partes do país, assim com a prática de estereótipos relacionados ao papel feminino como unicamente voltados ao ambiente doméstico, corrobora o pressuposto da perpetuação da visão machista e preconceituosa historicamente enraizada no meio social. Ademais, aliado à isso, ainda existe a desvalorização da mulher quando essa passa a protagonizar campos anteriormente dominados por eles. Ao exemplificar tal fato surge a ideia da jogadora da Seleção Brasileira Feminina, Marta Vieira, que apesar de todo o talento, ainda carece de mesmo reconhecimento midiático e público dos jogadores masculinos, confirmando a desigualdade ainda existente.
Ainda assim, de acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir a igualdade entre todos os indivíduos da sociedade. Porém, na prática, confirma-se que esse ideal tem-se tornado utópico. Esse fato põe em risco a luta desenvolvidas por décadas pelo movimento feminista no país, visto que prevalece a ausência de medidas que combatam essa inferiorizacão, deixando as vítimas em desamparo. Nesse sentido, Pierre Bourdieu afirma que a violação dos direitos humanos não está somente no embate físico, está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos. Dessa forma, é preciso agir com medidas eficazes contra essa problemática.
Portanto, é preciso que o Estado busque agir com o reforço da fiscalização, denúncias e leis, junto ao Ministerio da Justica, que garantam a igualdade de condições para eles e elas em vários setores, como no mercado de trabalho, afim de mitigar qualquer prática discriminatória. Some-se a isso, canais de TV e redes sociais, empenhados e campanhas de igualdade de forma lúdica e informativa, conscientizando o público. Ademais escolas podem realizar projetos e seminários que envolvam o estudo mulheres ao longo da história, destacando a importância social dessas, construindo, assim, uma sociedade comprometida com a valorização da mulher.
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