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EDUCAÇÃO: USE-A COM EMPATIA!

Católico. Patriarcal. Branco. Essa foi a base da formação cultural brasileira. Diante disso, compreender esse processo histórico é fundamental para encontrar os meios eficientes ao combate da intolerância religiosa no Brasil. Nesse contexto, estabelecer uma visão dialética é vital à analise dessa problemática, pois, através da educação, instalou-se no país a "catequese do medo" para com as diversas religiões não católicas.

Nessa busca por soluções para sanar tal problemática, voltar ao período pós achamento do território brasileiro é compreender o papel da educação na construção esteriotipada das religiões não católicas. Por meio dos Jesuítas, essa construção foi introduzida com o auxílio de peças teatrais e mecanismos persuasivos, tudo para garantir a expansão da religião lusitana. Tais mecanismos intitularam os cultos, sobretudo de origem africana, em "adoração demoníaca" que permanece enraizado em uma grande parcela da sociedade contemporânea.

Em paralelo a essa análise histórica, apesar dos avanços e da laicidade garantida em constituição, o Brasil de hoje ainda carece de uma equidade das entidades religiosas. Prova disso é a grandiosidade das instituições educacionais de ideologia católica em relação as demais, mostrada pelo jornal Folha de São Paulo em 2017. Nesse mesmo jornal, é possível analisar dados de pesquisa comprovando que os seguidores das religiões de matriz africana são, numericamente, os que mais sofrem com a intolerância religiosa. Desse modo, perceber que a religião de menor presença como entidade educacional é a mais violentada, sem dúvida, ratifica o papel da educação nessa problemática.


Para combater a intolerância religiosa, portanto, é necessário intervir nas vias educacionais do Brasil, ou seja, família e Estado. Desse modo, é função do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, introduzir a matéria "Religião" na educação de base a fim de desmistificar as diversas religiões, mas, sem carater doutrinário. Cabe também a família, desconstruir os esteriótipos dialogando com os seus filhos, pois, já dizia Chico Science, "O Homem coletivo sente a necessidade de lutar" e lutando, Governo e Sociedade, juntos, é possível combater a intolerância religiosa construíndo a "Catequese da empatia".
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